S&P 500612,40+0,42%NASDAQ 100503,10-0,18%Dow Jones440,20+0,27%Bitcoin98 250,00+1,14%
HugoMoneyClub

Notícias do dia

Resumo dos mercados: a Alphabet entra no Dow e Wall Street fecha em alta (29 junho 2026)

5 min de leitura
Partilhar
Resumo dos mercados: a Alphabet entra no Dow e Wall Street fecha em alta (29 junho 2026)
Foto de The Pancake of Heaven!, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons (File:Googleplex HQ.jpg) no Unsplash

As bolsas americanas fecharam esta segunda-feira em alta, com a tecnologia outra vez no banco da frente. O dia teve um símbolo difícil de ignorar: a Alphabet, dona da Google, estreou-se no Dow Jones e o índice mais antigo de Wall Street fechou pela primeira vez acima dos 52.000 pontos.

Abaixo ficam as notícias mais importantes do dia, por ordem de relevância, com o facto e o porquê de cada uma.

A Alphabet entra no Dow e o índice passa os 52.000

A grande novidade do dia foi corporativa. A Alphabet substituiu a Verizon no Dow Jones Industrial Average, o índice de 30 empresas que serve de termómetro à bolsa americana há mais de um século. As ações da dona da Google subiram cerca de 4% no primeiro dia como membro, para perto dos 350 dólares.

Porque é que isto importa? O Dow é ponderado pelo preço da ação, não pelo tamanho da empresa. Como a Alphabet tem uma cotação muito mais alta do que a Verizon tinha, entra logo como um dos nomes mais influentes do índice. Na prática, o Dow fica mais exposto à publicidade digital, à cloud e à inteligência artificial, e menos às telecomunicações tradicionais. A Alphabet junta-se assim à Apple, Microsoft, Nvidia e Amazon dentro do índice. O Dow fechou a 52.182,74 pontos (+0,59%), o valor de fecho mais alto de sempre.

Tecnológicas e semicondutores voltam a puxar Wall Street

Depois de uma semana fraca, os grandes nomes da tecnologia recuperaram em força. O Nasdaq subiu 2,07% e foi o índice do dia.

Os semicondutores deram o tom. O ETF de semicondutores SMH avançou mais de 3%, com a Astera Labs a disparar cerca de 16%, a KLA perto de 12% e a Applied Materials quase 11%. Quando os chips correm, costuma ser sinal de que o apetite por risco em tecnologia voltou.

O Supremo trava a saída de Lisa Cook e protege a independência da Fed

No campo macro, o destaque foi uma decisão do Supremo Tribunal dos EUA: a governadora da Reserva Federal Lisa Cook mantém o cargo, por agora, travando a tentativa da administração para a afastar.

O tribunal alargou o poder do presidente para demitir responsáveis de algumas agências independentes, mas abriu uma exceção clara para a Fed. Para os mercados, isto é importante: uma Fed vista como independente dá mais confiança a quem investe em ações e em obrigações, porque reduz o risco de a política monetária ser usada por motivos políticos.

Distensão entre EUA e Irão faz o petróleo aliviar

A tensão geopolítica deu uma trégua. EUA e Irão terão concordado em parar os ataques que tinham reacendido durante o fim de semana, e isso ajudou o sentimento. O petróleo continuou a recuar para níveis anteriores ao conflito. Menos tensão e crude mais barato significam menos pressão sobre a inflação, o que dá mais margem aos bancos centrais e alivia os custos das empresas e das famílias.

Dia cheio de fusões e aquisições

A atividade de M&A foi das mais intensas das últimas semanas. A Rocket Lab anunciou a compra da Iridium por cerca de 8 mil milhões de dólares: a Rocket Lab subiu perto de 16% e a Iridium disparou mais de 25%. A Comcast valorizou cerca de 4% depois de dizer que vai separar os negócios de media e de tecnologia em duas empresas cotadas, num processo que deve demorar cerca de um ano. E a Owens Corning saltou mais de 14% com a notícia de uma oferta não solicitada da Carlisle Companies; já a Carlisle caiu mais de 5%, o padrão habitual de quem compra a pagar prémio.

Europa estável e Ásia a recuperar

Na Europa, as bolsas fecharam praticamente estáveis, com a tecnologia a dar suporte e o alívio no petróleo a ajudar. Vinha de uma semana mais nervosa, marcada por pressão na banca e nos automóveis, mas o STOXX 600 manteve-se perto dos máximos das últimas semanas.

Na Ásia, o tom foi misto, com os mercados a tentarem recuperar de uma semana dura. O Nikkei 225 fechou praticamente plano, perto dos 69.000 pontos, enquanto Hong Kong e a China continental tentavam estabilizar depois das quedas anteriores.

O que vem a seguir

A atenção da semana vira-se agora para os dados de emprego. O relatório de payrolls de junho sai já na quinta-feira, mais cedo do que o habitual, e é um dos números que mais pesa nas decisões da Fed. Atenção também ao calendário: a bolsa americana vai estar fechada no dia 3 de julho, por causa do feriado da Independência.

Fecho dos principais índices

Índice Fecho Variação
S&P 500 (EUA) 7.440,43 +1,18%
Nasdaq Composite (EUA) 25.820,14 +2,07%
Dow Jones (EUA) 52.182,74 +0,59%
STOXX 600 (Europa) ≈ 636 ≈ estável
Nikkei 225 (Japão) ≈ 69.077 −0,41%
Hang Seng (Hong Kong) ≈ 22.700 a estabilizar

Os valores da Europa e da Ásia são aproximados ao fecho da sessão; os dos EUA são fechos confirmados.

Nota: os valores indicados são fechos de sessão e podem sofrer pequenos ajustes. Este é conteúdo informativo sobre o que aconteceu nos mercados, não é aconselhamento financeiro.

Newsletter

Recebe os melhores artigos sobre dinheiro.

Sem spam. Só conteúdo útil, no contexto português. Cancelas quando quiseres.

Não percas o próximo artigo

Ativa as notificações e avisamos-te assim que publicarmos algo novo. Sem email, sem spam.

Partilhar

Mais sobre Notícias do dia