Notícias do dia
Bolsa a 2 de julho: Dow em máximo histórico, chips a cair e Tesla a travar
%3Amax_bytes(150000)%3Astrip_icc()%2FGettyImages-2270890717-5adcfc331af948bbb53c1980a3f3063b.jpg&w=3840&q=75)
A última sessão antes do feriado nos EUA deu um sinal raro: o Dow Jones a bater recorde enquanto a tecnologia levava porrada. 📈📉
Foi um dia de rotação. O dinheiro saiu dos chips e da inteligência artificial e foi para setores mais tradicionais. Resultado: o Dow em máximo histórico, a Nasdaq em baixa e a Ásia a acordar em pânico. E no meio disto, a Tesla a dar uma das notícias do dia.
Aqui ficam as notícias que mexeram com os mercados na quinta-feira, 2 de julho, por ordem de importância. 👇
1. A grande venda nos chips e na IA 💾
Foi o tema do dia, e não só nos EUA. Os investidores começaram a questionar se o entusiasmo com a inteligência artificial já tinha esticado demasiado as avaliações das empresas de semicondutores.
O resultado foi feio para o setor: a Micron caiu cerca de 7%, a Applied Materials perdeu 7,4% e a AMD recuou 4,3%. Foi o segundo dia seguido de quedas nos chips. O índice de referência do setor, o Philadelphia Semiconductor, chegou a perder mais de 6%.
Porquê agora? Pesaram os comentários do presidente da Reserva Federal, que avisou que a inflação "continua demasiado alta". Quando o custo do dinheiro pode ficar mais alto durante mais tempo, as ações mais caras e mais dependentes do futuro (como as tecnológicas) são as primeiras a sofrer.
2. A Ásia foi arrasada pelos mesmos chips 🌏
O que se passou em Wall Street não ficou em Wall Street. Na madrugada seguinte, os mercados asiáticos abriram em queda pesada, com o setor tecnológico no centro.
O caso mais grave foi na Coreia do Sul. O Kospi afundou logo na abertura, caiu abaixo dos 8.000 pontos e chegou a perder mais de 6% (à volta de 7.769 pontos a meio da manhã local). A queda foi tão rápida que a bolsa coreana chegou a acionar mecanismos de travagem automática. As gigantes dos chips, como Samsung e SK Hynix, estiveram no meio da tempestade.
No Japão, o Nikkei 225 também recuou cerca de 2%, a cair abaixo dos 70.000 pontos. Hong Kong segurou-se melhor, com o Hang Seng a ceder cerca de 0,6%.
3. A Tesla bateu as entregas… e caiu 7% 🚗
Esta é a notícia corporativa do dia. A Tesla anunciou que entregou 480.126 carros no segundo trimestre, uma subida de 25% face ao mesmo período do ano passado. O número ficou bem acima das estimativas dos analistas, que apontavam para cerca de 396 mil.
Ou seja: bons números. E mesmo assim a ação caiu 7%.
Isto é o que no mercado se chama "sell the news". Quando toda a gente já contava com um bom trimestre, a boa notícia já estava no preço. Quando ela finalmente chega, há quem aproveite para realizar lucros e vender. Um lembrete de que, na bolsa, o que interessa muitas vezes não é se a notícia é boa, mas se é melhor ou pior do que o esperado.
4. O emprego nos EUA travou 💼
Saiu o relatório de emprego de junho e ficou abaixo do esperado. A economia americana criou 57 mil postos de trabalho, quando os analistas contavam com 113 mil. A taxa de desemprego ficou nos 4,2%, ligeiramente melhor do que a previsão de 4,3%.
Um mercado de trabalho mais frio costuma ser má notícia para a economia. Mas para a bolsa tem outra leitura: reforça a ideia de que a Reserva Federal não tem pressa para subir juros, e pode até manter a porta aberta a cortá-los mais à frente. Ajudou a explicar a força dos setores mais tradicionais nesta sessão.
5. OpenAI, Meta e petróleo no radar 🛢️
Houve mais três peças a mexer com o sentimento. A OpenAI terá estado em conversações para vender uma participação de 5% ao governo dos EUA, um sinal de como o poder político se está a aproximar do setor da IA. A Meta caiu 4,9%, depois de admitir que pode vir a rentabilizar a capacidade de computação que tem em excesso.
E o petróleo caiu, com relatos de progresso nas conversas diplomáticas entre os EUA e o Irão. O crude mais barato tira pressão da inflação e ajudou o sentimento na Europa, onde as principais praças fecharam a sessão em terreno firme, com o índice alemão DAX entre os mais fortes das últimas sessões.
O fecho das principais bolsas
| Índice (região) | Fecho | Variação |
|---|---|---|
| S&P 500 (EUA) | ~7.483 | praticamente inalterado |
| Nasdaq Composite (EUA) | ~25.833 | -0,8% |
| Dow Jones (EUA) | ~52.900 | +1,14% 🔺 máximo histórico |
| Russell 2000 (EUA) | ~2.980 | -1% |
| Nikkei 225 (Japão) | ~69.100 | -2% |
| Kospi (Coreia do Sul) | ~7.769 | -6,4% |
| Hang Seng (Hong Kong) | ~22.881 | -0,6% |
Nota: os valores asiáticos incluem referências intradiárias da sessão de 2 de julho. Na Europa, o STOXX 600 fechou em ligeira alta.
O que fica no radar 🗓️
A bolsa dos EUA esteve fechada na sexta-feira, 3 de julho, por causa do feriado da Independência (que este ano cai a um sábado e foi observado na sexta). A próxima sessão em Wall Street é já na segunda-feira, 6 de julho, e o primeiro teste vai ser ver se a venda nos chips continua ou se foi só um susto.
Para as próximas semanas, há três coisas a acompanhar. Arranca a época de resultados do segundo trimestre, com os grandes bancos americanos a abrir as hostilidades. Saem novos dados de inflação nos EUA, que vão pesar na decisão de juros da Reserva Federal. E continuam as conversas EUA-Irão, que estão a mandar no preço do petróleo.
Nota: os valores apresentados são fechos (ou referências) da sessão de 2 de julho de 2026 e podem variar ligeiramente entre fontes. Este é conteúdo informativo, não é aconselhamento financeiro.
Recebe os melhores artigos sobre dinheiro.
Sem spam. Só conteúdo útil, no contexto português. Cancelas quando quiseres.
Não percas o próximo artigo
Ativa as notificações e avisamos-te assim que publicarmos algo novo. Sem email, sem spam.
Mais sobre Notícias do dia
_(8763131375).jpg&w=3840&q=75)
Notícias do dia
Resumo dos mercados, 2 de julho de 2026: Dow em máximo histórico, Tesla cai apesar das entregas recorde
Um dado de emprego fraco animou Wall Street: o Dow fechou em máximo histórico com os investidores a apostarem em cortes de juros. Ao mesmo tempo, a Tesla bateu recorde de entregas e mesmo assim caiu quase 8%. O resumo do dia, sem complicar.

Notícias do dia
Resumo dos mercados, 1 de julho de 2026: Meta dispara na nuvem e os chips travam Wall Street
Primeiro dia do terceiro trimestre. A Meta salta quase 9% ao anunciar um negócio de nuvem de IA, os semicondutores travam Wall Street e a Europa fecha em máximos com a inflação a arrefecer. O resumo do dia, sem complicar.

Notícias do dia
Mercados hoje (30 jun): AeroVironment dispara e Wall Street fecha o melhor trimestre em 6 anos
A sessão de 30 de junho fechou um trimestre forte em Wall Street. A AeroVironment disparou com resultados, o Dow respirou depois do recorde acima dos 52.000, e a Ásia subiu quase toda. Aqui ficam as notícias que mexeram com os mercados hoje.