Simulador gratuito
Calculadora de Juros Compostos
Descobre como o teu dinheiro cresce ao longo do tempo com investimento regular e o poder da capitalização composta.
Capital inicial
Contribuição mensal
Taxa de juro anual
Período
Capitalização
Valor final
124 379€
Crescimento ao longo do tempo
Simulação com fins educativos. Valores indicativos que não constituem aconselhamento financeiro. Rendimentos passados não garantem retornos futuros.
O que são juros compostos
Juros compostos são juros calculados não só sobre o dinheiro que investiste, mas também sobre os juros que já acumulaste. No primeiro ano ganhas juros sobre o capital; no segundo, ganhas juros sobre o capital e sobre os juros do primeiro ano — e assim sucessivamente. É a chamada "bola de neve": cresce devagar no início e acelera com o tempo.
É por isto que Einstein terá chamado aos juros compostos "a oitava maravilha do mundo" (a citação é provavelmente apócrifa, mas a matemática é real): o fator decisivo não é quanto ganhas por ano — é durante quantos anos deixas o dinheiro a trabalhar.
A regra dos 72: quanto tempo demora a duplicar
Uma forma rápida de sentir o poder da capitalização: divide 72 pela taxa de rendimento anual e obténs, aproximadamente, o número de anos para o teu dinheiro duplicar.
| Rendimento anual | Anos para duplicar |
|---|---|
| 2% | ~36 anos |
| 5% | ~14,4 anos |
| 7% | ~10,3 anos |
Repara no salto: passar de 2% para 7% não "melhora um pouco" o resultado — corta o tempo de duplicação para menos de um terço.
Exemplo em euros: o tempo vale mais do que o montante
Imagina que começas com 10.000 € e reforças 200 € por mês, com um rendimento médio de 5% ao ano (capitalização mensal, antes de impostos e inflação — um cenário ilustrativo, não uma promessa):
- Ao fim de 10 anos: investiste 34.000 € e tens cerca de 47.500 €
- Ao fim de 20 anos: investiste 58.000 € e tens cerca de 109.000 €
- Ao fim de 30 anos: investiste 82.000 € e tens cerca de 211.000 €
Na primeira década, os juros renderam-te ~13.500 €. Só na terceira década, renderam-te perto de 78.000 € — com os mesmos 200 € por mês. É esta assimetria que a calculadora acima te mostra para os teus números.
Onde é que os juros compostos trabalham por ti em Portugal
- Depósitos a prazo e contas remuneradas — capitalização garantida mas, tipicamente, com taxas baixas; úteis para o fundo de emergência, não para crescer património a décadas.
- Certificados de Aforro — os juros capitalizam automaticamente a cada trimestre, o que os torna um bom exemplo prático de capitalização composta com garantia do Estado.
- ETFs de acumulação — em vez de distribuírem dividendos, reinvestem-nos no próprio fundo. É a forma mais comum de pôr a capitalização a trabalhar em mercados acionistas; podes ver o efeito histórico no simulador do S&P 500.
- Reforços regulares — o "juro composto do comportamento": automatizar uma transferência mensal garante que a bola de neve nunca para de crescer.
Se o teu objetivo final é a independência financeira, a calculadora FIRE usa exatamente esta mecânica para estimar quando lá chegas.
E os impostos?
Em Portugal, os rendimentos de capitais e as mais-valias de investimentos são, regra geral, tributados a 28% (com opção de englobamento, que pode compensar em rendimentos baixos). Na prática, isto significa que uma parte dos juros que acumulas será entregue ao Estado quando resgatares — a calculadora permite simular o valor líquido de imposto para não teres surpresas. Para perceberes como declarar investimentos, vê o guia de IRS e fiscalidade.
Erros comuns a evitar
- Começar tarde "porque ainda é pouco" — 50 € por mês aos 25 anos valem tipicamente mais do que 200 € por mês aos 45, pela simples razão do tempo.
- Interromper a capitalização — resgatar a meio para consumo reinicia a bola de neve. Mantém um fundo de emergência separado para não teres de tocar nos investimentos.
- Usar taxas otimistas na simulação — simular com 12% ao ano produz números bonitos e decisões más. Usa cenários conservadores e realistas.
- Ignorar custos e inflação — comissões de 1-2% ao ano comem uma fatia enorme do resultado a 20-30 anos (o efeito composto também funciona contra ti), e a inflação reduz o poder de compra do valor final. Escolher uma corretora com custos baixos é das decisões com maior impacto no longo prazo.
Perguntas frequentes
O que são juros compostos?
Juros compostos são os juros calculados sobre o capital inicial e também sobre os juros já acumulados. Com o tempo, o crescimento acelera porque passas a ganhar juros sobre juros.
Como funciona a calculadora de juros compostos?
Indicas o capital inicial, a contribuição mensal, a taxa de juro anual esperada e o prazo. A calculadora projeta o valor final e o total de juros, podendo descontar o imposto sobre mais-valias.
Os resultados são garantidos?
Não. São projeções com base numa taxa de juro constante que indicas. Os retornos reais variam e todo o investimento tem risco.
Qual é a diferença entre juros simples e juros compostos?
Nos juros simples, os juros são calculados sempre só sobre o capital inicial. Nos compostos, os juros de cada período juntam-se ao capital e passam também a render — é isso que faz o crescimento acelerar com o tempo.
O que é a regra dos 72?
É uma aproximação rápida: divide 72 pela taxa de rendimento anual e obténs o número aproximado de anos para o dinheiro duplicar. Por exemplo, a 6% ao ano, o capital duplica em cerca de 12 anos.
Devo contar com a inflação na simulação?
Sim, pelo menos mentalmente: o valor final está em euros do futuro, que valem menos do que os de hoje. Uma forma prática é simular com uma taxa de rendimento real (rendimento esperado menos inflação) para veres o resultado em poder de compra atual.
Que fórmula usa a calculadora?
M = C × (1 + i)ⁿ + R × ((1 + i)ⁿ − 1) / i, em que M é o montante final, C o capital inicial, R o reforço por período, i a taxa por período e n o número de períodos. A taxa anual é convertida para o período de capitalização — por exemplo, 5% anual com capitalização trimestral equivale a 1,25% por trimestre (~5,09% efetiva anual).
Que taxa de juro devo usar na simulação?
Depende de onde investes. Como referência, entre 1988 e 2024 o S&P 500 rendeu em média cerca de 10-11% ao ano antes de taxas, impostos e inflação. Para projeções prudentes, muitos usam 5% a 7%. Resultados passados não garantem retornos futuros.