Simulador gratuito
Quanto posso pedir de Crédito Habitação?
Descobre quanto podes pedir ao banco com base no teu rendimento, entrada disponível e taxa de esforço recomendada.
Rendimento mensal líquido
Rendimento líquido de todos os titulares
Outros créditos mensais
Crédito pessoal, automóvel, etc.
Entrada disponível
Prazo
Taxa de juro (TAEG)
Financiamento máximo (LTV)
O que podes pedir
até 155 886€
de crédito habitação (cenário ideal a 35%)
Taxa de esforço
35.0%Taxa de esforço
45.0%Simulação indicativa. A aprovação final depende da análise do banco. Não constitui aconselhamento financeiro.
Como é que o banco decide quanto te empresta
Quando pedes crédito habitação, o banco olha essencialmente para três coisas:
- Taxa de esforço (DSTI) — que percentagem do teu rendimento líquido mensal fica comprometida com prestações de créditos. É o fator central deste simulador.
- Rácio de financiamento (LTV) — os bancos financiam, em regra, até 90% do menor valor entre o preço de compra e a avaliação, na habitação própria permanente. Os outros 10% (ou mais) são a tua entrada.
- Prazo e idade — o prazo máximo depende da tua idade no fim do contrato; mais novo = prazos mais longos possíveis.
A taxa de esforço: o número que manda
A recomendação prudencial em Portugal é que o total das prestações não ultrapasse 45% do rendimento líquido (limite do Banco de Portugal, reduzido de 50% a partir de 1 de agosto de 2026) — e esse é o teto, não o alvo. O intervalo saudável é outro:
- Até ~35% — zona confortável: sobra margem para viver, poupar e absorver subidas de taxas.
- 35% a 45% — zona de atenção: possível, mas qualquer imprevisto (ou subida da Euribor) aperta.
- Acima de 45% — zona de risco: a generalidade dos bancos recusa, e com razão.
O simulador mostra-te os dois cenários (ideal a 35% e limite a 45%) para veres a diferença entre "o máximo que o banco dá" e "o máximo que faz sentido para ti". Não é o mesmo número — e confundi-los é a origem de muitos anos de aperto.
A entrada é só o início: conta com os custos
Além dos 10%+ de entrada, comprar casa traz custos que muita gente descobre tarde:
- IMT — o imposto sobre a transmissão, que cresce com o valor do imóvel (há isenções e reduções, nomeadamente para jovens na primeira habitação — confirma as regras do ano em vigor);
- Imposto do Selo — sobre a compra e sobre o crédito;
- Escritura, registos e avaliação — centenas a poucos milhares de euros;
- Comissões bancárias de abertura e afins.
Na prática, guarda uma folga adicional de vários por cento do valor do imóvel para estes custos. O guia completo do crédito habitação detalha cada um.
Como aumentar (com juízo) o valor que podes pedir
- Liquida ou reduz outros créditos antes — o crédito do carro e os cartões contam para a taxa de esforço e roubam capacidade diretamente.
- Segundo titular — somar rendimentos dilui a taxa de esforço.
- Prazo mais longo — baixa a prestação (e sobe o montante possível), mas atenção: pagas juros durante mais anos; o custo total sobe. Vê o impacto real na prestação e no plano de amortização.
- Garantia pública para jovens — se tens até 35 anos, pode permitir financiamento acima dos 90% na primeira casa, dentro de limites e condições próprias; confirma a elegibilidade no banco.
Erros comuns a evitar
- Ir ao limite da taxa de esforço — o banco aprovar não significa que aguentes: simula a prestação com a taxa de juro 2-3 pontos acima antes de assinar.
- Esquecer os custos de TER casa — condomínio, IMI, seguros (vida + multirriscos), manutenção: a casa custa todos os meses mais do que a prestação.
- Comprar sem fundo de emergência — casa própria + zero almofada = qualquer avaria vira crédito pessoal.
- Não comparar propostas — pede simulações a 2-3 bancos e compara pela TAEG e pelo MTIC, nunca só pelo spread ou pela prestação. A diferença ao longo de 30 anos paga carros.
Perguntas frequentes
Qual é a taxa de esforço recomendada?
A taxa de esforço (rácio DSTI) é a percentagem do rendimento líquido mensal dedicada a créditos. O Banco de Portugal fixou o limite máximo em 45% (em vigor a partir de 1 de agosto de 2026), mas recomenda-se não ultrapassar 35% para manter margem para imprevistos.
Quanto preciso de entrada para comprar casa?
Os bancos financiam normalmente até 90% do valor do imóvel na primeira habitação, pelo que precisas de pelo menos 10% de entrada, além dos custos da escritura e impostos.
Que custos devo considerar além da entrada?
Reserva mais 6% a 8% do valor do imóvel para IMT, Imposto do Selo, notário, registos e avaliação. Para um imóvel de 200.000 €, estima cerca de 12.000 € a 16.000 € em custos adicionais.
Como é calculado o montante máximo de crédito?
Com base no rendimento, na entrada disponível e na taxa de esforço, estimando a prestação suportável e o capital correspondente. O valor final fica limitado pelo mais restritivo de dois tetos: o que o rendimento suporta e o LTV permitido.
Quanto devo ter poupado antes de comprar casa?
No mínimo, a entrada (tipicamente 10% do valor do imóvel) mais uma folga para impostos e custos de escritura — e, idealmente, o fundo de emergência intacto por cima disso. Comprar casa com zero almofada é o erro que transforma qualquer avaria em crédito pessoal.
O banco pode financiar 100% do imóvel?
Em regra, não. O LTV (percentagem do valor do imóvel que o banco financia) está limitado pelo Banco de Portugal a 90% na habitação própria permanente e 80% na segunda habitação; imóveis da própria banca podem chegar a 100%. A outra exceção é a garantia pública para jovens até aos 35 anos, que pode viabilizar financiamento a 100% na primeira casa, dentro de limites e condições próprias.
Prazo mais longo é sempre melhor?
Baixa a prestação mensal e aumenta o montante que consegues pedir, mas pagas juros durante mais anos — o custo total sobe. Há também limites por idade: até aos 40 anos podes pedir 40 anos de prazo; dos 40 aos 50, até 35 anos; acima de 50, até 30 anos — e o contrato deve terminar antes dos 75. Simula os dois cenários antes de decidir.