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RBC eleva preço-alvo da Tesla para 500 dólares ao incorporar cenário de compra pela SpaceX

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RBC eleva preço-alvo da Tesla para 500 dólares ao incorporar cenário de compra pela SpaceX
Foto de Haberdoedas no Unsplash

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O RBC Capital Markets elevou o preço-alvo da Tesla de 475 para 500 dólares, mantendo a recomendação de compra. A revisão incorpora um prémio de 25% a 30% associado a um eventual cenário, ainda não confirmado, de aquisição da Tesla pela SpaceX. Sem esse negócio, o banco estima um valor intrínseco de 435 dólares por ação.

O banco de investimento RBC Capital Markets elevou o preço-alvo das ações da Tesla para 500 dólares, contra 475 dólares anteriormente, mantendo a recomendação de "outperform". Segundo a nota de análise, datada de 7 de julho e assinada pelo analista Tom Narayan, a revisão incorpora um prémio de 25% a 30% face aos níveis atuais de negociação, associado a um eventual cenário de aquisição da Tesla pela SpaceX.

De acordo com o RBC, a estrutura de transação mais provável passaria por uma compra integralmente em ações, com a SpaceX a adquirir a Tesla com um prémio estimado entre 20% e 30%. O banco indicou que a lógica estratégica assentaria em sinergias operacionais, nomeadamente no fabrico próprio de semicondutores, nos sistemas de armazenamento de energia Megapack para centros de dados e numa colaboração mais estreita em inteligência artificial e gestão de frotas.

O analista sublinhou, contudo, que o cenário assenta em notícias de imprensa ainda não confirmadas e que não está incorporado no cenário-base do banco. Sem uma operação com a SpaceX, a estimativa de valor intrínseco do RBC para a Tesla situa-se em 435 dólares por ação, segundo a mesma nota.

A tese de uma fusão entre as duas empresas associadas a Elon Musk tem ganho atenção em Wall Street. O analista Dan Ives, da Wedbush, colocou separadamente a probabilidade de concretização de um negócio deste tipo acima de 80%, referindo que poderia materializar-se no prazo de um ano. A JPMorgan classificou entretanto a lógica de uma fusão como "coerente no papel", ainda que tenha alertado para riscos regulatórios, incluindo a necessidade de aprovação por parte das autoridades da China.

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