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Governador da Reserva Federal admite subida de juros se inflação subjacente continuar elevada

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Governador da Reserva Federal admite subida de juros se inflação subjacente continuar elevada
Foto de Giorgio Trovato no Unsplash

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O governador da Reserva Federal Christopher Waller afirmou que uma subida das taxas de juro pode ser necessária se a inflação subjacente continuar elevada. Segundo o responsável, a inflação passou a ser o principal risco para a política monetária, com os mercados a atribuírem cerca de 40% de probabilidade a um aumento na reunião de julho.

O governador da Reserva Federal dos Estados Unidos, Christopher Waller, afirmou que uma subida das taxas de juro pode vir a ser necessária caso a inflação subjacente se mantenha elevada, num discurso proferido num evento do Banco de Itália, em Roma. Segundo Waller, os riscos que o banco central enfrenta "inverteram-se completamente" face a há um ano, com o mercado de trabalho a dar sinais de estabilização e a inflação a subir.

De acordo com o responsável, a inflação passou a representar o principal risco para a política monetária norte-americana. "Se tivermos outra leitura elevada da inflação subjacente esta semana, o FOMC terá de considerar um aperto da política monetária no curto prazo", afirmou Waller, citado em declarações reproduzidas por várias agências. O governador manifestou preocupação com sinais de que as pressões sobre os preços se estarão a alargar a mais setores da economia, para além do efeito das tarifas de importação e da recente subida dos preços da energia.

As declarações intensificaram a atenção dos mercados sobre os dados de inflação que serão conhecidos esta semana. O índice de preços no consumidor referente a junho está previsto para terça-feira, seguindo-se o índice de preços no produtor. Segundo estimativas do mercado, a probabilidade de uma subida de juros na reunião da Reserva Federal, agendada para 28 e 29 de julho, situa-se em torno dos 40%, com expectativas mais firmes de um aumento até setembro.

Waller ressalvou, ainda assim, que o banco central não deve "combater a última guerra" no que respeita à inflação, sublinhando que qualquer decisão dependerá da evolução dos dados nas próximas semanas.

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