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Inflação de junho e estreia de Kevin Warsh no Congresso marcam a semana nos mercados norte-americanos

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Inflação de junho e estreia de Kevin Warsh no Congresso marcam a semana nos mercados norte-americanos
Foto de Jorge Salvador no Unsplash

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A semana nos mercados norte-americanos é marcada pela divulgação da inflação de junho e pela primeira audição do presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, no Congresso, ambas na terça-feira. Os analistas esperam uma taxa homóloga de cerca de 3,8%, com o mercado a debater uma eventual subida de taxas.

Os investidores norte-americanos têm esta semana dois acontecimentos centrais para calibrar as expectativas sobre a política monetária: a divulgação dos dados de inflação de junho, na terça-feira, e a primeira audição do presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, perante o Congresso, no mesmo dia.

De acordo com estimativas de analistas citadas pela Bloomberg e pela publicação Kiplinger, o índice de preços no consumidor (CPI) deverá ter recuado 0,1% em junho face ao mês anterior, depois de uma subida de 0,5% em maio, com a taxa homóloga a cair para cerca de 3,8%, abaixo dos 4,2% registados em maio. A componente subjacente, que exclui alimentação e energia, deverá ter avançado 0,3% em cadeia, mantendo a taxa anual em torno dos 2,9%. A moderação esperada no cabeçalho é atribuída à queda dos preços do petróleo ao longo de junho, após um cessar-fogo no Médio Oriente e a reabertura do estreito de Ormuz.

O contexto alterou-se, porém, nos últimos dias, com uma nova escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irão a pressionar novamente os preços da energia, o que constitui um risco para os dados de inflação dos meses seguintes.

Segundo a Bloomberg, a audição de Kevin Warsh na Comissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes, marcada para as 10 horas locais de terça-feira, será a sua estreia perante os legisladores desde que assumiu a liderança do banco central. O mercado debate se a Reserva Federal irá subir ou manter as taxas de juro na próxima reunião, um cenário invulgar num ciclo em que grande parte dos investidores antecipava cortes. As probabilidades atribuídas a uma subida já na reunião de julho situavam-se em torno dos 24%, de acordo com as mesmas fontes. Em paralelo, arranca esta semana a época de resultados do segundo trimestre, com a grande banca de Wall Street a abrir as apresentações.

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