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Kevin Warsh faz esta semana a primeira ida ao Congresso como presidente da Reserva Federal

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Kevin Warsh faz esta semana a primeira ida ao Congresso como presidente da Reserva Federal
Foto de Benjamin Ashton no Unsplash

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Kevin Warsh, presidente da Reserva Federal desde 22 de maio de 2026, comparece esta semana perante o Congresso dos Estados Unidos para apresentar o Relatório Semestral de Política Monetária. É ouvido na Câmara dos Representantes na terça-feira e no Senado na quarta-feira, na primeira ida ao Capitólio desde que assumiu o cargo.

O presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Kevin Warsh, é ouvido esta semana nas duas câmaras do Congresso norte-americano, na primeira comparência desde que assumiu o cargo. A audição na Comissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes está marcada para terça-feira e a Comissão de Assuntos Bancários do Senado ouve o responsável na quarta-feira.

A deslocação insere-se na apresentação do Relatório Semestral de Política Monetária, um exercício a que o presidente do banco central norte-americano está obrigado por lei duas vezes por ano. Warsh tornou-se o 17.º presidente da Reserva Federal a 22 de maio de 2026.

No relatório divulgado na sexta-feira, o banco central afirmou aos legisladores que "vai entregar estabilidade de preços" num contexto de inflação mais elevada. Os responsáveis da instituição atribuíram a subida dos preços ao aumento dos custos da energia associado ao conflito no Médio Oriente e às tarifas, que encareceram bens de consumo e componentes usados na construção de centros de dados. O documento nota ainda que uma das regras numéricas de política utilizadas pelo banco central aponta para uma taxa diretora superior ao intervalo atual, situado entre 3,5% e 3,75%, embora ressalve que essas prescrições "devem ser interpretadas com cuidado".

As atas da reunião de junho revelaram que a maioria dos responsáveis admite dois cenários para as taxas de juro este ano: manutenção dos níveis atuais, ou eventual descida, caso a inflação abrande; ou aperto adicional, se a inflação permanecer elevada num quadro de mercado de trabalho estável.

Warsh tem-se recusado a dar indicações sobre a trajetória das taxas. "Disse que não vou dar orientação futura porque nos reunimos daqui a seis semanas, mas tenho uma atualização para vocês: reunimo-nos daqui a quatro semanas", afirmou o responsável a 2 de julho, num painel em Portugal. Questionado sobre a independência do banco central, disse: "Somos um banco central independente há muito tempo. Vamos ser um banco central independente neste momento, e não vão ver alterações nisso."

Entre os temas que deverão surgir na audição estão os cinco grupos de trabalho criados por Warsh sobre comunicação pública, política de balanço, qualidade das fontes de dados, análise da inflação e o impacto da inteligência artificial na produtividade e no emprego.

Perguntas frequentes

Porque é que o presidente da Reserva Federal tem de ir ao Congresso?

O presidente do banco central norte-americano é obrigado por lei a comparecer perante o Congresso duas vezes por ano, no âmbito da apresentação do Relatório Semestral de Política Monetária.

Qual é o nível atual das taxas de juro nos Estados Unidos?

Segundo o relatório do banco central, a taxa diretora situa-se atualmente num intervalo entre 3,5% e 3,75%.

O que dizem as atas de junho sobre a trajetória das taxas?

A maioria dos responsáveis admite dois cenários: manutenção ou eventual descida das taxas, caso a inflação abrande; ou aperto adicional, se a inflação permanecer elevada com o mercado de trabalho estável.

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