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Ouro cai abaixo dos 4.000 dólares para mínimos de nove meses apesar da tensão no Médio Oriente

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Ouro cai abaixo dos 4.000 dólares para mínimos de nove meses apesar da tensão no Médio Oriente
Foto de Scottsdale Mint no Unsplash

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O ouro caiu abaixo dos 4.000 dólares por onça esta segunda-feira, para cerca de 4.001 dólares (-0,40%), perto de mínimos de nove meses. Apesar da tensão entre os EUA e o Irão, a subida do petróleo alimenta receios de inflação e de juros mais altos, travando a procura pelo metal como ativo de refúgio.

O preço do ouro recuou esta segunda-feira para abaixo dos 4.000 dólares por onça, aproximando-se de mínimos de nove meses, num movimento que contraria o comportamento habitual do metal precioso em períodos de tensão geopolítica. De acordo com dados de mercado, a cotação situava-se em torno dos 4.001 dólares, uma queda de cerca de 0,40% face à sessão anterior.

O recuo surge num contexto em que a escalada de ataques entre os Estados Unidos e o Irão tem empurrado os preços do petróleo em alta. Segundo analistas citados pela imprensa especializada, é precisamente essa subida da energia que está a travar a procura pelo ouro como ativo de refúgio: o encarecimento do petróleo alimenta receios de que a inflação volte a acelerar na segunda metade do ano, o que reforça as expetativas de manutenção ou subida das taxas de juro por parte dos bancos centrais.

Taxas de juro mais elevadas tendem a penalizar o ouro, que não gera rendimento, tornando-o menos atrativo face a obrigações e outros ativos remunerados. A subida das yields da dívida norte-americana tem contribuído para o mesmo efeito, de acordo com as mesmas fontes.

O resultado é aquilo que vários operadores descrevem como um paradoxo: apesar do conflito no Médio Oriente, que em circunstâncias normais impulsionaria a procura por ativos de refúgio, a valorização do ouro tem sido contida pelo receio inflacionista associado à energia. A atenção dos investidores mantém-se agora dividida entre a evolução do conflito, a trajetória dos preços do petróleo e as próximas decisões de política monetária da Reserva Federal.

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