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Ouro estabiliza acima dos 4.100 dólares e fecha semana volátil praticamente inalterado
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O ouro estabilizou acima dos 4.100 dólares por onça na sexta-feira e caminhava para terminar a semana praticamente inalterado. O metal reflete pressões opostas: a procura por refúgio ligada à tensão EUA-Irão e ao petróleo, contrariada pelos juros elevados e pela força do dólar.
O ouro estabilizou acima dos 4.100 dólares por onça na sexta-feira e encaminhava-se para terminar uma semana volátil sem variação significativa, à medida que os investidores continuavam a avaliar a evolução da tensão no Médio Oriente e o respetivo impacto na inflação e na política monetária, de acordo com dados de mercado e análises da FXStreet e da Reuters.
O preço à vista do metal negociava em torno dos 4.100 a 4.120 dólares durante a sessão norte-americana, enquanto os futuros de agosto abriram perto dos 4.135 dólares por onça troy, uma subida de cerca de 1,2% face à véspera. O ouro chegou a registar máximos históricos este ano, tendo atingido cerca de 5.597 dólares a 29 de janeiro de 2026, e acumula uma valorização superior a 25% desde o início de 2025, impulsionada por preocupações persistentes com a inflação e pela incerteza económica.
Segundo os analistas, o comportamento recente do metal reflete pressões contraditórias. Por um lado, a reativação do conflito entre os Estados Unidos e o Irão e a subida do petróleo — associada à perturbação dos fluxos de energia no estreito de Ormuz — reforçaram a procura por ativos considerados refúgio e reavivaram receios inflacionistas. Por outro, a escalada geopolítica também penalizou os ativos de risco de forma generalizada, com o ouro a não ficar imune, enquanto os juros elevados da dívida norte-americana e a força do dólar limitam a valorização do metal.
"A escalada arrastou os ativos de risco para baixo, incluindo o ouro", afirmou David Meger, diretor de negociação de metais na High Ridge Futures, citado pela Reuters. Os investidores acompanham agora as indicações da Reserva Federal e o desenrolar das conversações entre Washington e Teerão, fatores que deverão condicionar a direção do metal nas próximas sessões.
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