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Ouro pressionado antes das atas da Fed com dados fracos do emprego a afastarem subida de juros

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Ouro pressionado antes das atas da Fed com dados fracos do emprego a afastarem subida de juros
Foto de Scottsdale Mint no Unsplash

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O ouro negociava em torno dos 4.150 dólares por onça antes da publicação das atas da Fed. Um relatório do emprego dos EUA em junho, com apenas 57 mil postos criados face aos 110 mil previstos, levou os investidores a reduzir as apostas numa subida de juros, o que tende a apoiar o metal precioso.

O ouro negociava em torno dos 4.150 dólares por onça esta quarta-feira, num mercado à espera da publicação das atas da última reunião da Reserva Federal norte-americana (Fed) para obter pistas sobre o rumo da política monetária. O metal precioso tem oscilado nas últimas semanas, pressionado por um dólar mais firme e pela incerteza quanto à trajetória das taxas de juro.

A dinâmica recente foi marcada pelo relatório do emprego dos Estados Unidos referente a junho. Segundo os dados oficiais, a economia norte-americana criou apenas 57 mil novos postos de trabalho, um valor muito abaixo das cerca de 110 mil previstas pelos analistas. O abrandamento levou os investidores a reduzir as apostas numa subida de juros no curto prazo pela Fed.

De acordo com estimativas de mercado citadas por várias casas de análise, a probabilidade de um aumento de taxas em setembro recuou de cerca de 67% para perto de 50% após a divulgação dos números do emprego. Taxas de juro mais baixas tendem a favorecer o ouro, um ativo que não paga rendimento e que se torna relativamente mais atrativo quando os juros descem.

As atas divulgadas esta quarta-feira correspondem à reunião de junho, na qual a Fed manteve a taxa diretora entre 3,50% e 3,75%, com um tom considerado restritivo. Investidores e economistas procuram nas atas indicações sobre a divisão do comité quanto a novos movimentos até ao final do ano.

Analistas continuam divididos sobre o desempenho do ouro no segundo semestre. Alguns bancos apontam para pressão adicional sobre o metal, invocando rendimentos das obrigações do Tesouro mais elevados, um dólar mais forte e menor procura por parte dos investidores. A leitura das atas e os próximos dados macroeconómicos deverão condicionar a evolução das cotações nas próximas sessões.

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