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Saudi Aramco corta preço do petróleo para a Ásia no maior ajuste desde 2003
A petrolífera estatal saudita Saudi Aramco reduziu o preço de venda oficial do seu crude de referência para os clientes asiáticos, no maior corte mensal desde que a Reuters começou a registar estes valores, em 2003. Segundo a agência, o preço do Arab Light para carregamentos de agosto foi cortado em 11 dólares por barril, passando a ser fixado 1,50 dólares abaixo da média das referências regionais Oman/Dubai.
A decisão surge depois de a aliança OPEP+ ter acordado, a 5 de julho, acelerar a reposição da produção que tinha sido cortada de forma voluntária. De acordo com o comunicado do grupo, sete produtores — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã — vão acrescentar um total de 188 mil barris por dia a partir de agosto, com a Arábia Saudita e a Rússia a contribuírem cada uma com 62 mil barris diários e os restantes cinco com aumentos menores.
O corte de preços por parte de Riade é interpretado pelo mercado como um sinal de arrefecimento da procura asiática e de expectativa de maior oferta global nos próximos meses. A Aramco costuma ajustar os preços oficiais em função das condições de mercado e da concorrência com outros fornecedores.
Nos mercados de futuros, a pressão sobre os preços mantinha-se. O barril de Brent negociava esta terça-feira perto dos 72,15 dólares, próximo dos valores mais baixos em mais de quatro meses, enquanto o crude norte-americano WTI se situava em torno dos 69,14 dólares. Os investidores continuam atentos aos sinais de aumento da oferta, num momento em que a OPEP+ desmantela de forma progressiva os cortes que sustentaram os preços nos últimos trimestres.
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