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BCE deverá subir juros para 2,5% na quinta-feira com inflação da Zona Euro em máximos de três anos
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O BCE deverá subir a taxa de depósito de 2,25% para 2,50% na reunião de 10 de setembro, a segunda subida de 2026. A decisão responde à inflação da Zona Euro de 3,3% em agosto, máximo de três anos, impulsionada pela energia devido ao conflito EUA-Irão. A maioria dos analistas espera uma pausa depois desta reunião.
O Banco Central Europeu (BCE) deverá aumentar as taxas de juro pela segunda vez este ano na reunião de quinta-feira, 10 de setembro, elevando a taxa de depósito de 2,25% para 2,50%, segundo as expectativas de analistas e dos mercados citadas pela AFP e pela FXStreet. A decisão surge depois de a inflação na Zona Euro ter atingido 3,3% em agosto, o valor mais elevado em três anos e substancialmente acima do objetivo de 2% do banco central.
De acordo com a AFP, a subida de preços tem sido impulsionada sobretudo pela energia, num contexto de renovados confrontos entre os Estados Unidos e o Irão que fizeram disparar o petróleo e reduziram as expectativas de normalização dos fluxos energéticos através do Estreito de Ormuz. A Zona Euro, fortemente dependente de importações de energia, é particularmente exposta a este choque.
O BCE realizou em junho a primeira subida de juros desde 2023 e fez uma pausa em julho para avaliar a evolução do conflito. Nos últimos dias, Isabel Schnabel e Joachim Nagel, ambos membros do Conselho do BCE, sinalizaram que o ciclo de subidas deverá ser retomado. Andrew Kenningham, economista-chefe para a Europa da Capital Economics, afirmou à AFP que o Conselho "parece certo" de aumentar a taxa de depósito para 2,5%.
A decisão não é consensual entre economistas. Felix Schmidt, economista sénior do Berenberg, considerou à AFP que uma nova subida seria um erro, argumentando que não há evidência de efeitos de segunda ordem e que a política monetária não consegue combater um choque de oferta. Segundo a mesma agência, a maioria dos analistas espera que o BCE faça uma pausa após esta reunião.
O banco central apresentará também novas projeções de crescimento e inflação, embora não sejam esperadas alterações significativas. A presidente Christine Lagarde deverá, segundo a FXStreet, manter total flexibilidade sobre a trajetória futura das taxas e evitar orientações firmes, insistindo numa abordagem dependente dos dados e reunião a reunião. Nagel, que também lidera o Bundesbank, afirmou ao Le Monde estar "relutante" em dar indicações sobre decisões futuras, citando a volatilidade dos preços da energia e dos mercados financeiros.
A economia da Zona Euro cresceu 0,6% no segundo trimestre, acima do esperado, o que, segundo a AFP, dá margem ao BCE para subir os custos de financiamento sem provocar danos significativos na atividade.
Perguntas frequentes
Quando é a próxima reunião do BCE?
A reunião de política monetária do BCE realiza-se na quinta-feira, 10 de setembro de 2026.
Qual é a taxa de depósito atual do BCE?
A taxa de depósito está em 2,25%, depois da subida de junho de 2026, a primeira desde 2023.
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