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Berkshire Hathaway admite reforçar posições nas cinco maiores trading houses do Japão e ações disparam em Tóquio
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A Berkshire Hathaway pondera aumentar as participações, já superiores a 10%, que detém na Mitsubishi, Itochu, Mitsui, Sumitomo e Marubeni, segundo o CEO Greg Abel em entrevista ao Nikkei. As ações das cinco trading houses subiram entre 2,6% e mais de 5% na Bolsa de Tóquio na quinta-feira.
A Berkshire Hathaway está a ponderar aumentar as participações que detém nas cinco maiores casas comerciais do Japão, segundo declarações do presidente executivo, Greg Abel, numa entrevista ao jornal Nikkei publicada esta quinta-feira, 3 de setembro. As ações das cinco empresas reagiram em alta na Bolsa de Tóquio.
De acordo com a Investing.com, que cita a entrevista ao Nikkei, a Mitsubishi Corp. liderou os ganhos do grupo, com uma subida superior a 5%, enquanto a Itochu, a Mitsui & Co., a Sumitomo Corp. e a Marubeni avançaram entre 2,6% e 4,2% na sessão de quinta-feira.
Um investimento iniciado em 2019
A Berkshire começou a investir nas cinco trading houses japonesas em 2019, ainda sob a liderança de Warren Buffett, atraída, segundo o Nikkei, pela solidez financeira das empresas, pelos preços então acessíveis das ações e por um iene fraco. Inicialmente, o conglomerado comprometeu-se a não ultrapassar 10% do capital de cada empresa, mas as cinco acabaram por autorizar a Berkshire a cruzar esse limite. Segundo a CNBC, a Berkshire detém atualmente mais de 10% em cada uma das cinco companhias.
Numa intervenção na CNBC na quarta-feira, durante a sua primeira visita a Tóquio desde que assumiu o cargo de CEO em janeiro, Abel descreveu a aposta como um investimento de longo prazo que a empresa pretende manter durante décadas, e referiu que a Berkshire tem vindo a construir relações com cada uma das empresas e a analisar outras oportunidades no Japão e no estrangeiro.
Juros japoneses não preocupam
Questionado sobre a subida dos juros da dívida pública japonesa, que esta semana levou a taxa a 10 anos a ultrapassar os 3%, o valor mais elevado em cerca de 30 anos, Abel afirmou que nenhuma das cinco empresas identificou o tema como um problema fundamental neste momento. O responsável acrescentou que a Berkshire tenciona continuar a recorrer ao mercado de obrigações em ienes quando as condições o justificarem.
As trading houses japonesas são conglomerados com atividades que vão da energia e das matérias-primas aos bens de consumo, e figuram entre as maiores empresas do país.
Perguntas frequentes
Quais são as trading houses japonesas em que a Berkshire investe?
Mitsubishi Corp., Itochu, Mitsui & Co., Sumitomo Corp. e Marubeni, nas quais a Berkshire detém mais de 10% do capital, segundo a CNBC.
Quando começou a Berkshire a investir nestas empresas?
Em 2019, sob a liderança de Warren Buffett, com o compromisso inicial de não ultrapassar 10% do capital de cada empresa, limite que as cinco autorizaram posteriormente a cruzar.
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