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Bolsas asiáticas fecham em baixa com subida do petróleo a sobrepor-se aos resultados empresariais
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As bolsas asiáticas encerraram em baixa a 18 de agosto de 2026. O Nikkei 225 recuou 1,6% para 68.098,54 pontos, o Hang Seng cedeu 0,6% e o Shanghai Composite 0,5%. A subida do petróleo Brent acima dos 90 dólares e os receios de inflação sobrepuseram-se aos resultados empresariais positivos divulgados na região.
Os principais índices acionistas asiáticos encerraram maioritariamente em queda na sessão de terça-feira, 18 de agosto, com a subida das cotações do petróleo e os receios de pressão inflacionista a anularem o efeito positivo de uma temporada de resultados empresariais globalmente sólida na região.
O índice japonês Nikkei 225 recuou 1,6%, para 68.098,54 pontos, liderando as perdas entre as praças asiáticas. Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 0,6%, para 25.289,88 pontos, enquanto o Shanghai Composite desvalorizou 0,5%, para 3.963,53 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi inverteu a trajetória depois de ter subido no arranque da sessão e fechou a perder 0,6%, nos 6.933,60 pontos. A exceção foi a Austrália, onde o S&P/ASX 200 subiu 0,2%, para 9.088,60 pontos.
O movimento surge num contexto de agravamento dos custos energéticos. O Brent voltou a negociar acima dos 90 dólares por barril, pressionado pela quebra do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e pela ausência de progressos nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão. Preços mais altos do crude alimentam o receio de que a inflação volte a acelerar e de que os bancos centrais mantenham as taxas de juro em níveis restritivos durante mais tempo, um cenário desfavorável às ações.
Na Austrália, a época de divulgação de contas prosseguiu com resultados robustos de várias cotadas de peso, sem que isso tenha bastado para inverter a tendência do mercado, que se aproximava do sexto dia consecutivo de perdas.
A sessão asiática seguiu-se ao encerramento negativo de Wall Street na segunda-feira, quando o Dow Jones e o S&P 500 recuaram 0,5% e o Nasdaq Composite perdeu 0,3%, num movimento de redução de risco antes de uma semana marcada pela apresentação de resultados das grandes cadeias de retalho norte-americanas.
Perguntas frequentes
Porque caíram as bolsas asiáticas a 18 de agosto?
A subida das cotações do petróleo, associada à quebra do tráfego no Estreito de Ormuz, reacendeu receios de pressão inflacionista e de manutenção de taxas de juro elevadas, anulando o efeito positivo dos resultados empresariais.
Que índice registou a maior queda?
O japonês Nikkei 225 liderou as perdas, com uma desvalorização de 1,6% para 68.098,54 pontos. A exceção na região foi o australiano S&P/ASX 200, que subiu 0,2%.
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