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Brent ultrapassa os 90 dólares com escalada entre Estados Unidos e Irão a ameaçar o Estreito de Ormuz
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O petróleo Brent ultrapassou os 90 dólares por barril esta segunda-feira, com uma subida de cerca de 2,5%, pressionado pela escalada militar entre Estados Unidos e Irão e pelos receios de interrupções no Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de um quinto da procura mundial de petróleo antes do conflito.
O preço do petróleo subiu esta segunda-feira, com o Brent, referência internacional, a superar os 90 dólares por barril pela primeira vez em vários meses, à medida que o conflito militar entre os Estados Unidos e o Irão elevou os receios de interrupções no transporte de energia através do Estreito de Ormuz.
Segundo dados de mercado, o contrato de Brent para entrega em setembro avançou cerca de 2,5% para acima dos 90 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) norte-americano, para entrega em agosto, subiu aproximadamente 2,3% para perto dos 84 dólares. Na sessão anterior, o Brent tinha fechado em torno dos 88 dólares.
A subida ocorre após uma nova escalada durante o fim de semana. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), as forças norte-americanas conduziram ataques contra o Irão pela nona noite consecutiva. A intensificação das hostilidades reforçou as preocupações dos investidores quanto à segurança das rotas de abastecimento na região.
O Estreito de Ormuz é uma das passagens mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo. Antes do início do conflito, em 28 de fevereiro, circulavam diariamente pela via cerca de 20 milhões de barris, o equivalente a aproximadamente um quinto da procura global. O tráfego comercial tem estado condicionado: de acordo com dados de acompanhamento marítimo, quatro navios atravessaram o estreito no domingo, face a oito no dia anterior.
A tensão também se fez sentir nas bolsas do Golfo, que recuaram no domingo perante o agravamento da situação. No conjunto do mês, o Brent acumula uma valorização de cerca de 11%, e sobe aproximadamente 33% desde o início do ano, refletindo o prémio de risco geopolítico incorporado nos preços da matéria-prima. Os investidores aguardam agora sinais sobre a evolução do conflito e eventuais respostas dos principais produtores.
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