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China dá luz verde à compra de chips H200 da Nvidia por ByteDance, Alibaba e Tencent, mas Jensen Huang levanta dúvidas

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China dá luz verde à compra de chips H200 da Nvidia por ByteDance, Alibaba e Tencent, mas Jensen Huang levanta dúvidas
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Fontes citadas pela Reuters indicam que a China autorizou ByteDance, Alibaba e Tencent a comprar mais de 400 mil chips H200 da Nvidia, num negócio potencial de cerca de 10 mil milhões de dólares. O presidente executivo Jensen Huang afirma, contudo, que ainda não recebeu encomendas e que Pequim continua a decidir.

As autoridades chinesas autorizaram os três maiores grupos tecnológicos do país — ByteDance, Alibaba e Tencent — a adquirir mais de 400 mil unidades do chip de inteligência artificial H200 da Nvidia, de acordo com fontes citadas pela Reuters. A decisão surge após meses de incerteza sobre se Pequim permitiria a entrada do processador, cuja venda para a China tinha sido novamente autorizada pela administração norte-americana em maio.

Segundo as mesmas fontes, o conjunto de encomendas poderá ascender a cerca de 10 mil milhões de dólares. A aprovação terá coincidido com uma deslocação do presidente executivo da Nvidia, Jensen Huang, à China, embora o próprio tenha contestado a leitura de que o negócio esteja fechado. "Creio que o Governo chinês ainda está a decidir; não recebemos encomendas de compra", afirmou Huang, citado pela imprensa financeira.

O quadro regulatório mantém-se restritivo. De acordo com relatos, as licenças concedidas continuam limitadas e as empresas ainda não converteram as autorizações em ordens de compra efetivas. Entre as condições em discussão pelas autoridades chinesas estará a obrigação de associar cada aquisição do H200 a uma proporção definida de chips de fabrico nacional, uma medida destinada a apoiar a indústria doméstica.

O tema é relevante para o mercado porque a China representa uma fatia significativa da procura global por aceleradores de IA. Estimativas do banco Bernstein apontavam para uma quota da Nvidia próxima de 40% no mercado chinês em 2025, equiparada à da Huawei, que tem ganho terreno com alternativas locais. A concretização, ou não, destas encomendas será acompanhada de perto nos próximos resultados trimestrais da fabricante norte-americana.

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