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Cobre inverte rali recorde com dúvidas sobre tarifas nos EUA; Freeport-McMoRan cai 8% e Southern Copper e Teck perdem 7%
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As mineiras de cobre caíram em Wall Street depois de o metal recuar de máximos históricos, na sequência de notícias de que a Casa Branca ainda não decidiu sobre tarifas ao cobre refinado. A Freeport-McMoRan perdia 8% e a Southern Copper e a Teck Resources cerca de 7%, segundo o 24/7 Wall St.
As ações das principais mineiras de cobre cotadas nos Estados Unidos registavam quedas acentuadas esta quinta-feira, depois de o preço do metal ter invertido a subida que o levou a máximos históricos no início da semana. Segundo o 24/7 Wall St., a Freeport-McMoRan, a maior produtora de cobre com sede nos EUA, recuava cerca de 8%, para 70,43 dólares, enquanto a Southern Copper e a Teck Resources perdiam cerca de 7%, para 195,66 e 65,08 dólares, respetivamente.
O ETF Global X Copper Miners, que concentra as três empresas entre as suas maiores posições, com pesos próximos de 10% cada, caía também cerca de 7%. A queda contrastava com o recuo de menos de 0,5% do índice S&P 500 na mesma altura, o que indica que o movimento esteve concentrado no setor do cobre e não no mercado em geral.
Na origem da correção estiveram notícias de que a Casa Branca ainda não tomou uma decisão sobre a aplicação de tarifas ao cobre refinado. De acordo com a Reuters, citada pela Investing.com, os responsáveis norte-americanos estão a ponderar o efeito de preços mais elevados nos custos da indústria transformadora, num contexto em que a administração dá prioridade à acessibilidade dos preços antes das eleições intercalares de novembro. A revisão do Departamento do Comércio sobre o tema deveria ter sido entregue até 30 de junho, e as propostas em análise variam entre uma tarifa de 15% a partir de janeiro de 2027 e até 30% em 2028.
A expectativa de tarifas tinha sido um dos principais motores da subida do cobre nos últimos meses, ao incentivar a deslocação de metal para os Estados Unidos e criar um prémio de escassez no mercado físico. O contrato a três meses na London Metal Exchange atingiu máximos históricos acima dos 14.500 dólares por tonelada nesta semana, segundo a Bloomberg e outras fontes, antes de recuar mais de 3% na sessão desta quinta-feira, de acordo com o 24/7 Wall St. Um dólar mais forte e a subida das rendibilidades reais das obrigações do Tesouro também pesaram no conjunto dos metais.
Apesar da queda, as três mineiras mantêm ganhos expressivos em 2026. Segundo o 24/7 Wall St., a Freeport-McMoRan acumula uma valorização de cerca de 40% desde o início do ano, a Southern Copper de 42% e a Teck Resources de 36%. A Freeport continua a operar a mina de Grasberg, na Indonésia, abaixo da capacidade máxima na segunda metade de 2026, na sequência do acidente de setembro de 2025, e a Teck está a meio de um processo de fusão com a Anglo American.
Os investidores aguardam agora uma decisão concreta da administração norte-americana sobre as tarifas ao cobre refinado, que se tornou a principal variável para o setor a curto prazo.
Perguntas frequentes
Porque caiu o cobre esta quinta-feira?
Notícias de que a Casa Branca ainda não decidiu sobre tarifas ao cobre refinado retiraram parte do prémio de escassez que tinha impulsionado o metal a máximos históricos.
Quais as mineiras mais afetadas?
Freeport-McMoRan recuava 8%, Southern Copper e Teck Resources cerca de 7% e o ETF Global X Copper Miners perto de 7%.
Como está o setor em 2026?
Apesar da queda, Freeport-McMoRan, Southern Copper e Teck acumulam ganhos de cerca de 40%, 42% e 36% desde o início do ano, segundo o 24/7 Wall St.
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