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Departamento de Justiça dos EUA investiga acordo da Nvidia com a Groq por suspeitas de contornar regras antitrust

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Departamento de Justiça dos EUA investiga acordo da Nvidia com a Groq por suspeitas de contornar regras antitrust
Foto de Brian Kostiuk no Unsplash

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O Departamento de Justiça dos EUA investiga se o acordo de licenciamento entre a Nvidia e a Groq, que incluiu a contratação dos principais executivos da Groq, foi estruturado para evitar a revisão antitrust. Segundo o New York Times, a Nvidia recebeu um pedido formal de informações e pode ser multada, mas não se espera que o acordo seja desfeito.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está a investigar se o acordo entre a Nvidia e a Groq, empresa de chips para inteligência artificial, foi estruturado de forma a evitar o escrutínio das autoridades da concorrência, segundo noticiou o The New York Times na quarta-feira, citando duas pessoas com conhecimento do processo. A informação foi também reportada pela Investing.com.

De acordo com o jornal, a investigação começou pouco depois de a Nvidia ter anunciado o acordo, em dezembro, e o Departamento de Justiça já enviou à empresa um pedido formal de informações. As autoridades poderão aplicar uma multa se concluírem que houve irregularidades, embora, segundo as mesmas fontes, não seja neste momento esperado que o acordo venha a ser desfeito. O inquérito continua em curso e poderá terminar sem qualquer ação de execução.

O que está em causa

O escrutínio centra-se num arranjo que a Groq descreveu como um acordo de licenciamento não exclusivo, que deu à Nvidia acesso aos seus chips personalizados para inferência de IA. No âmbito do acordo, o diretor executivo da Groq, Jonathan Ross, e o diretor de operações, Sunny Madra, passaram a integrar a Nvidia.

Este tipo de estrutura, que combina o licenciamento de tecnologia com a contratação de quadros-chave sem uma aquisição formal, tem merecido crescente atenção dos reguladores. Segundo o The New York Times, estes arranjos permitem evitar as revisões automáticas que se aplicam habitualmente a fusões e aquisições tradicionais, ao mesmo tempo que dão às grandes tecnológicas acesso a talento e propriedade intelectual críticos.

Groq mantém-se independente

A Groq continua a operar como empresa independente e a vender serviços de computação em nuvem. Em agosto, anunciou uma ronda de financiamento de 350 milhões de dólares, na qual a Nvidia previa participar. Antes do acordo com a Nvidia, a Groq tinha sido avaliada em 7 mil milhões de dólares, de acordo com a PitchBook, e conta entre os seus investidores com a Samsung, a BlackRock e a 1789 Capital.

A Nvidia defendeu a legalidade do arranjo, segundo o relato do jornal. A empresa, com uma capitalização bolsista de cerca de 5,4 biliões de dólares, tem utilizado a sua capacidade financeira para investir em startups de IA e apoiar clientes, o que reforça a atenção dos reguladores sobre a sua posição dominante no mercado de chips para inteligência artificial.

Perguntas frequentes

O que é o acordo entre a Nvidia e a Groq?

Um acordo de licenciamento não exclusivo, anunciado em dezembro, que deu à Nvidia acesso aos chips de inferência de IA da Groq e levou o CEO e o COO da Groq a integrar a Nvidia.

A Nvidia pode ser obrigada a desfazer o acordo?

Segundo o New York Times, as autoridades não esperam atualmente que o acordo seja desfeito, mas a Nvidia pode ser multada se forem encontradas irregularidades.

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