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Economia dos EUA abranda para 1,5% no segundo trimestre e fica aquém das previsões

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Economia dos EUA abranda para 1,5% no segundo trimestre e fica aquém das previsões
Foto de Jorge Salvador no Unsplash

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A economia dos Estados Unidos cresceu a um ritmo anualizado de 1,5% no segundo trimestre de 2026, abaixo dos 2,1% do trimestre anterior e das previsões dos analistas, que apontavam entre 1,8% e 2,1%, segundo a estimativa preliminar do Bureau of Economic Analysis.

A economia dos Estados Unidos cresceu a um ritmo anualizado de 1,5% no segundo trimestre de 2026, uma desaceleração face aos 2,1% registados nos primeiros três meses do ano e um valor abaixo do que os analistas antecipavam. Os dados constam da estimativa preliminar divulgada esta quinta-feira pelo Bureau of Economic Analysis (BEA), o gabinete de estatística económica norte-americano.

O resultado ficou aquém das expectativas do mercado. De acordo com uma sondagem da FactSet, os economistas apontavam para um crescimento de 2,1%, enquanto os inquiridos pela Dow Jones estimavam 1,8%. A leitura confirma um arrefecimento da maior economia mundial no período que abrange abril, maio e junho.

Segundo o BEA, o avanço do produto interno bruto no trimestre foi sustentado por aumentos no consumo privado, no investimento e nas exportações, parcialmente compensados por uma quebra na despesa pública. A instituição indicou que a desaceleração face ao primeiro trimestre reflete sobretudo a contração da despesa do Estado e o abrandamento do investimento e das exportações, atenuados por uma aceleração do consumo das famílias.

Os dados incluíram também indicadores de inflação acompanhados de perto pela Reserva Federal. O índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE), a métrica preferida do banco central norte-americano, recuou 0,1% em termos mensais, com a taxa homóloga a abrandar para 3,7%, face aos 4,1% anteriores.

A publicação surge um dia depois de a Reserva Federal ter mantido as taxas de juro inalteradas, numa decisão em que três membros do Comité Federal de Mercado Aberto votaram a favor de uma subida. O abrandamento do crescimento e a persistência da inflação acima da meta de 2% reforçam o dilema da instituição liderada por Jerome Powell entre conter a subida dos preços e evitar um travão adicional à atividade económica.

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