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Petróleo alivia após forte subida com envio de crude do Médio Oriente a prosseguir
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Os preços do petróleo recuaram esta quinta-feira, depois de o Brent ter disparado 7,91% e o WTI 6,56% na sessão anterior. A correção deveu-se à continuidade das exportações de crude a partir do Médio Oriente, apesar da escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irão.
Os preços do petróleo recuaram esta quinta-feira, depois de uma das mais fortes subidas das últimas semanas, com as exportações de crude a partir do Médio Oriente a manterem-se apesar da escalada das tensões militares entre os Estados Unidos e o Irão. A correção surge após um dia de ganhos pronunciados nos mercados de energia.
Na sessão anterior, o Brent, referência internacional, tinha disparado 7,91%, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, avançou 6,56%, num dos maiores saltos diários desde a intensificação do atual conflito entre Washington e Teerão. Esse movimento refletiu o receio de uma disrupção no fornecimento numa região que concentra parte substancial da produção mundial de petróleo.
O recuo desta quinta-feira foi atribuído à constatação de que os petroleiros continuam a operar nas zonas de conflito e a transportar carga sem interrupções significativas, aliviando os temores mais imediatos sobre a oferta. Os preços oscilaram ao longo da sessão, alternando entre perdas e ganhos, num sinal da incerteza que domina o mercado.
A trajetória das cotações permanece dependente da evolução geopolítica. Os investidores continuam atentos a qualquer sinal de bloqueio de rotas marítimas estratégicas ou de danos em infraestruturas de produção e transporte, fatores que poderiam reacender a pressão sobre os preços.
O setor energético tem estado no centro das atenções dos mercados financeiros, com a subida do petróleo a alimentar receios sobre o impacto na inflação numa altura em que os principais bancos centrais tentam trazer os preços de volta às suas metas. A Reserva Federal norte-americana manteve na quarta-feira as taxas de juro inalteradas, invocando a persistência da inflação acima do objetivo de 2%.
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