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Fecho de mercado (13 ago): S&P 500 acima de 7.800, Cisco cai 9%

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Fecho de mercado (13 ago): S&P 500 acima de 7.800, Cisco cai 9%
Foto de Coolcaesar / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0) no Unsplash

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Na sessão de 13 de agosto de 2026, o S&P 500 fechou num recorde acima de 7.800 pontos e o Nasdaq subiu perto de 0,9%, apoiados por dados de inflação mais fracos nos EUA. O Dow ficou quase estável, travado pela queda de cerca de 9% da Cisco.

Wall Street fechou a sessão de quinta-feira em modo recorde, mas não foi bem para todos.

O S&P 500 ultrapassou os 7.800 pontos pela primeira vez, empurrado por mais um sinal de inflação a arrefecer nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a Cisco caía cerca de 9% e travava o Dow Jones quase sozinha. É esta a fotografia do dia: índices em máximos, mas com dispersão por baixo.

Aqui ficam as notícias que mais mexeram nos mercados hoje, por ordem de relevância.

📈 1. O S&P 500 fechou acima de 7.800 pela primeira vez

O índice mais seguido do mundo fechou num novo máximo histórico, a cerca de 7.801 pontos (+0,7%), passando a fasquia dos 7.800 pela primeira vez. O Nasdaq, mais pesado em tecnologia, subiu perto de 0,9%.

O motor foi macro. Depois do dado de inflação ao consumidor (CPI) de quarta-feira, veio hoje o índice de preços no produtor (PPI) de julho: ficou plano, quando o mercado esperava +0,2%. Dois dados seguidos a apontar para inflação a acalmar. Resultado: os investidores reduziram as apostas numa subida de juros da Reserva Federal já em setembro.

O contexto conta. Falamos de máximos, não de "está barato". Quando um índice está em recorde, o mercado já pagou muito otimismo à cabeça.

🏢 2. A Cisco caiu ~9% mesmo depois de bater as estimativas

Esta foi a notícia empresarial do dia. A Cisco apresentou resultados fortes: receita a subir 18% para 17,3 mil milhões de dólares e lucro ajustado de 1,22 dólares por ação, acima do esperado. As encomendas de infraestrutura de IA dos grandes clientes de cloud chegaram a 4 mil milhões de dólares só no trimestre, 9,3 mil milhões no ano.

E ainda assim a ação afundou cerca de 9%, para perto de 112 dólares. Porquê?

Porque o mercado olhou para as margens. A margem bruta caiu para 66,3%, contra 68,4% um ano antes, e a empresa aponta para 65%–66% no trimestre seguinte. A leitura de Wall Street: a Cisco está a crescer na onda da IA, mas o hardware que vende nesse negócio dá menos margem, e o custo dos chips de memória está a apertar. Contas fortes, mas mais caras de fazer.

Isto explica o dia inteiro. Sozinha, a Cisco tirou cerca de 68 pontos ao Dow, que por isso ficou praticamente na linha de água enquanto o resto subia. É o exemplo perfeito de uma empresa "avaliada para a perfeição": bate estimativas e mesmo assim desce, porque a fasquia estava altíssima.

🛢️ 3. Petróleo a cair, ouro a recuar

O petróleo desceu. O WTI recuou cerca de 1,8% para perto de 81,7 dólares o barril e o Brent para perto de 87,4 dólares, com o mercado a focar-se mais na procura fraca do que no risco geopolítico. A Agência Internacional de Energia projeta uma contração da procura global em 2026.

Por trás está também o Estreito de Ormuz. Washington diz manter "controlo total" da passagem, Teerão contesta. É tensão que continua a pesar no radar do crude, mesmo com os preços a descer hoje.

O ouro também recuou, cerca de 1,2%, para a zona dos 4.412 dólares. Com juros e inflação a dominar a conversa, o metal aliviou.

🌍 4. Europa perto de máximos, com o Reino Unido a ficar para trás

Na Europa, sessão calma e perto dos máximos. O STOXX 600 andou à volta dos 660 pontos, muito perto do recorde que marcou esta semana. A queda do petróleo ajudou o sentimento geral, ainda que tenha pesado na energia.

A exceção foi Londres. O FTSE 100 ficou ligeiramente em baixo, mesmo depois de a economia britânica ter surpreendido pela positiva em junho.

🗾 5. Ásia mista: Coreia e Japão a subir, China e Hong Kong a descer

Na Ásia, dia de duas velocidades. A Coreia do Sul destacou-se: o Kospi disparou cerca de 3,6% para 6.813 pontos, com força na tecnologia. O Nikkei japonês subiu 1,2% para 68.308 pontos, também em máximos.

Do outro lado, a China travou. O CSI 300 recuou 0,6% para 4.664 pontos e o Hang Seng de Hong Kong cedeu cerca de 0,4%. Continua a mesma divergência do ano: apetite forte pela tecnologia asiática, cautela na China continental.

🏬 6. Fora dos índices: quem subiu e quem caiu

O dia teve movimentos grandes em nomes individuais.

Do lado positivo, a Birkenstock disparou cerca de 18% depois de bater a receita e subir as previsões para o ano, com a procura pelas sandálias a aguentar-se apesar de o consumidor estar mais contido. Nos chips de memória (o mesmo tema que pressionou a Cisco), a SanDisk saltou cerca de 15%.

Do lado negativo, a Cerebras, empresa de hardware de IA, afundou depois de resultados fracos e de passar a prejuízo. A StubHub caiu cerca de 20% por falhar as estimativas, e a Tapestry (dona da Coach) recuou perto de 9% apesar de bater contas, penalizada por previsões dececionantes. A Ardagh Metal Packaging subiu mais de 11% com notícias de uma possível venda.

📊 Fecho dos principais índices

Índice Fecho (aprox.) Variação
S&P 500 (EUA) 7.801 +0,7%
Nasdaq Composite (EUA) 26.840 +0,9%
Dow Jones (EUA) 53.785 +0,03%
Russell 2000 (EUA) 3.053 +0,3%
STOXX 600 (Europa) ~660 perto de estável
Nikkei 225 (Japão) 68.308 +1,2%
Kospi (Coreia do Sul) 6.813 +3,6%
Hang Seng (Hong Kong) n/d −0,4%
CSI 300 (China) 4.664 −0,6%

🧭 O que fica no radar

A seguir ao fecho, saíram as contas da Applied Materials, uma das fabricantes de equipamento para chips, cuja ação já subiu perto de 190% no último ano. A reação vai dar o tom para o setor de semicondutores na próxima sessão.

No macro, os olhos ficam na Reserva Federal. Os dados de inflação desta semana esfriaram as apostas numa subida de juros em setembro, mas os próprios responsáveis do banco central continuam divididos, e há quem ainda conte com pelo menos uma subida até ao fim do ano. As próximas intervenções e atas vão ser lidas ao milímetro.

Fica também o petróleo e o Estreito de Ormuz, onde qualquer novidade pode mexer com o crude e, por arrasto, com a inflação. E continua a época de resultados, com o retalho a entrar em cena nos próximos dias.

Nota: os valores acima são fechos (ou perto do fecho) da sessão de 13 de agosto de 2026 e podem sofrer pequenos acertos. Este é conteúdo informativo sobre o que aconteceu nos mercados, não é aconselhamento financeiro.

Perguntas frequentes

Porque é que o S&P 500 subiu a 13 de agosto de 2026?

Porque os dados de inflação (CPI de quarta e PPI de julho) vieram mais fracos que o esperado, reduzindo as apostas numa subida de juros da Reserva Federal em setembro.

Porque é que a Cisco caiu se bateu as estimativas?

O mercado focou-se nas margens. A margem bruta caiu para 66,3% e a empresa aponta para 65%–66% no trimestre seguinte, com o hardware de IA e os chips de memória a apertar a rentabilidade.

Como fecharam os mercados asiáticos?

Mistos. O Kospi subiu 3,6% e o Nikkei 1,2%, enquanto o CSI 300 chinês recuou 0,6% e o Hang Seng cerca de 0,4%.

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