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Índice de pequenas capitalizações regista melhor primeiro semestre desde 1991 impulsionado pela vaga da inteligência artificial

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Índice de pequenas capitalizações regista melhor primeiro semestre desde 1991 impulsionado pela vaga da inteligência artificial
Foto de Maxim Hopman no Unsplash

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O Russell 2000, índice das pequenas capitalizações dos EUA, subiu quase 22% no primeiro semestre de 2026, o melhor primeiro semestre desde 1991. As cotadas de semicondutores foram as principais impulsionadoras, refletindo a propagação do investimento em inteligência artificial para além das maiores tecnológicas.

O índice norte-americano Russell 2000, referência para as empresas de pequena capitalização, encerrou o primeiro semestre de 2026 com uma valorização de quase 22%, o melhor desempenho para um primeiro semestre desde 1991, segundo dados divulgados por várias casas de análise. O avanço marca uma inversão face a anos de fraco desempenho relativo perante as grandes cotadas.

No mesmo período, o S&P 500 e o Dow Jones subiram cerca de 9% cada e o Nasdaq avançou aproximadamente 13%. A diferença de desempenho a favor das pequenas capitalizações, superior a 12 pontos percentuais, foi a mais ampla para um primeiro semestre desde 2001.

As empresas de semicondutores e de equipamentos para o setor foram as principais impulsionadoras. De acordo com os dados citados, cotadas ligadas aos chips representavam 16 das 50 ações com melhor desempenho do Russell 2000 no período, incluindo nomes como a Aehr Test Systems, a Ichor Holdings e a MaxLinear, que valorizaram mais de 400%. O movimento ilustra a forma como o investimento em inteligência artificial se tem propagado para além das maiores tecnológicas.

As previsões de consenso para o crescimento dos lucros das empresas do Russell 2000 em 2026 subiram para cerca de 38%, face a aproximadamente 23% no início do ano, segundo a corretora LPL, refletindo um otimismo crescente quanto ao alargamento da recuperação dos resultados.

Os analistas alertam, no entanto, para riscos. O aumento dos custos de financiamento representa um desafio particular para as empresas de menor dimensão, que tendem a ter mais dívida a taxa variável e maiores necessidades de refinanciamento do que as grandes cotadas. O Bank of America estima que cada subida adicional de 25 pontos base nas taxas reduz os lucros operacionais do Russell 2000 em cerca de 2%. Na quinta-feira, o índice recuava, pressionado por uma nova onda de vendas nas cotadas de chips.

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