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Meta prolonga rali e soma melhor semana desde 2024 com aposta em vender capacidade de computação para IA

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Meta prolonga rali e soma melhor semana desde 2024 com aposta em vender capacidade de computação para IA
Foto de Taylor Vick no Unsplash

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As ações da Meta Platforms subiram cerca de 6% na sexta-feira, acumulando mais de 14% na semana, o melhor desempenho desde fevereiro de 2024. O impulso vem do plano da empresa de lançar o negócio Meta Compute, para vender capacidade de computação de inteligência artificial a terceiros.

As ações da Meta Platforms voltaram a subir na sexta-feira, com um avanço próximo de 6% a meio da sessão, prolongando uma valorização que já ultrapassa os 14% na semana. De acordo com dados de mercado citados por várias fontes financeiras, trata-se do melhor desempenho semanal do título desde fevereiro de 2024, com uma subida acumulada superior a 20% nas últimas dez sessões de negociação.

O movimento tem origem numa mudança de estratégia anunciada no início do mês. Segundo relatos avançados pela imprensa especializada e recuperados pela Yahoo Finance e pelo The Motley Fool, a empresa liderada por Mark Zuckerberg prepara-se para lançar um negócio de computação em nuvem, designado internamente por Meta Compute, destinado a vender a terceiros capacidade de processamento para inteligência artificial e modelos próprios. A iniciativa colocaria a Meta em concorrência direta com a Amazon Web Services, a Microsoft Azure e a Google Cloud.

A lógica apontada pelos analistas prende-se com a escala do investimento em infraestrutura. De acordo com as mesmas fontes, a Meta deverá gastar entre 125 e 145 mil milhões de dólares em infraestrutura de IA em 2026, face a cerca de 72 mil milhões no ano anterior, um nível que poderá exceder as necessidades dos seus próprios produtos. Zuckerberg já tinha admitido, na assembleia de acionistas de final de maio, que a venda de capacidade excedentária estava em cima da mesa.

O anúncio ajudou a atenuar receios dos investidores quanto ao ritmo de despesa da empresa. Ainda assim, persistem dúvidas sobre a execução: a divisão Reality Labs registou um prejuízo de 4,03 mil milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, o que, segundo alguns analistas, levanta questões sobre a capacidade da Meta para rentabilizar novas linhas de negócio.

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