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Ouro mantém-se acima dos 4.000 dólares por onça com procura por ativos de refúgio
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O ouro manteve-se acima dos 4.000 dólares por onça, negociando perto de 4.060 dólares e próximo de máximos históricos. A procura por ativos de refúgio, associada à tensão no Médio Oriente e à expectativa da reunião da Reserva Federal, sustenta os preços.
O preço do ouro manteve-se esta terça-feira acima dos 4.000 dólares por onça, próximo de máximos históricos, sustentado pela procura por ativos considerados de refúgio num contexto de tensão geopolítica no Médio Oriente. De acordo com dados de mercado citados por várias publicações financeiras, o metal precioso negociava em torno dos 4.060 dólares por onça troy durante a manhã de negociação nos Estados Unidos.
O ouro acumula uma valorização superior a 25% desde o início de 2025, um movimento que os analistas atribuem à combinação de pressões inflacionistas e de incerteza económica e política. O metal é tradicionalmente procurado por investidores em períodos de instabilidade, por ser encarado como reserva de valor e cobertura contra a inflação.
A subida recente está associada ao agravamento das tensões entre os Estados Unidos e o Irão, que se prolongam há vários dias, e a ameaças que afetam rotas marítimas de transporte de energia na região. Segundo as fontes de mercado, o alívio nos preços do petróleo e a persistência do risco geopolítico contribuíram para reforçar o interesse pelos metais preciosos, com a prata a acompanhar a valorização do ouro.
A atenção dos investidores vira-se agora para a reunião da Reserva Federal norte-americana, agendada para a próxima semana, com a decisão sobre taxas de juro a ser conhecida na quarta-feira. A maioria dos participantes de mercado antecipa a manutenção das taxas, embora uma parte atribua alguma probabilidade a uma subida de 25 pontos base. As decisões de política monetária tendem a influenciar o desempenho do ouro, uma vez que taxas de juro mais elevadas aumentam o custo de oportunidade de deter um ativo que não paga rendimento.
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