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Ouro renova máximo histórico com expectativas de cortes de juros e tensão geopolítica
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O ouro renovou o máximo histórico esta segunda-feira, negociando perto dos 4.244 dólares por onça, com um ganho semanal próximo de 5%. A subida é atribuída às expectativas de cortes de juros pela Reserva Federal norte-americana e ao agravamento das tensões geopolíticas, que reforçam a procura por ativos de refúgio.
O preço do ouro voltou a subir para um máximo histórico esta segunda-feira, impulsionado por expectativas de novos cortes de taxas de juro por parte da Reserva Federal dos Estados Unidos e pelo agravamento das tensões geopolíticas. A prata acompanhou o movimento e atingiu o valor mais elevado das últimas dez semanas.
De acordo com dados de mercado, o ouro seguia a negociar em torno dos 4.244 dólares por onça, acumulando um ganho próximo de 5% na semana. O metal precioso, tradicionalmente procurado como refúgio em períodos de incerteza, tem beneficiado de um conjunto de fatores que reforçam o apetite dos investidores por ativos considerados seguros.
Segundo vários analistas citados pela imprensa financeira, a valorização recente assenta sobretudo na perspetiva de uma política monetária mais acomodatícia nos Estados Unidos. O relatório do emprego norte-americano referente a julho, que registou uma perda de 23 mil postos de trabalho, reforçou entre os investidores a convicção de que a Reserva Federal poderá avançar com reduções das taxas de juro, cenário que tende a favorecer o ouro por diminuir o custo de oportunidade de deter um ativo que não paga rendimento.
A par do fator monetário, as preocupações com a dívida pública e a instabilidade geopolítica, incluindo a incerteza em torno da reabertura do Estreito de Ormuz, têm sustentado a procura. A subida do ouro contrasta com o desempenho contido das bolsas europeias na mesma sessão, num sinal de que os investidores continuam a equilibrar o risco geopolítico com as expectativas de juros mais baixos.
O metal precioso soma vários meses de valorização e negoceia perto de níveis recorde. A evolução nas próximas semanas deverá depender dos próximos dados de inflação nos Estados Unidos e das indicações da Reserva Federal sobre o rumo da política monetária.
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