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Resumo dos mercados, 25 de agosto: Wall Street recupera, Nvidia trava-se antes dos resultados

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Resumo dos mercados, 25 de agosto: Wall Street recupera, Nvidia trava-se antes dos resultados
Foto de Coolcaesar / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0 no Unsplash

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A 25 de agosto, Wall Street fechou em alta (S&P 500 +0,32%, Dow +0,30%, Nasdaq +0,66%), a recuperar do tombo de segunda-feira. A Nvidia caiu pela sétima sessão seguida antes dos resultados de quarta-feira. Na Ásia, o Kospi recuou 1,24% com a Alibaba e a Samsung sob pressão; a Europa fechou mista.

Em resumo, o dia nos mercados

Wall Street fechou esta terça-feira, 25 de agosto, a recuperar parte do tombo de segunda-feira, puxado pelos chips de memória. A Nvidia foi a exceção: soma já sete sessões seguidas de perdas, a pior sequência desde 2022, às vésperas dos resultados de quarta-feira. Na Ásia, a Alibaba e a Samsung continuaram a pesar sobre a Coreia do Sul e Hong Kong. Na Europa, as praças fecharam mistas, com os juros da dívida a caírem em toda a região.

As notícias mais importantes do dia

1. Nvidia trava-se antes do teste mais importante da semana A ação da Nvidia caiu pela sétima sessão consecutiva, acumulando uma perda de cerca de 7% no período, a pior sequência desde 2022. A empresa reporta resultados trimestrais na quarta-feira, depois do fecho de Wall Street. A ansiedade dos investidores aumentou depois de a Bloomberg ter noticiado que a Nvidia vai subir os preços dos servidores com os seus chips de inteligência artificial em até 15% no próximo ano, devido ao custo crescente da memória. Nos últimos oito trimestres, a ação já caiu depois dos resultados em seis ocasiões, incluindo as últimas quatro seguidas. É por isso que este é o evento mais aguardado da semana nos mercados.

2. Wall Street recupera da queda de segunda-feira Depois de uma sessão de segunda-feira marcada pela venda de ações de semicondutores, os três principais índices dos EUA fecharam esta terça-feira em alta: o S&P 500 subiu 0,32%, o Dow Jones 0,30% e o Nasdaq, mais sensível à tecnologia, 0,66%. Os chips de memória, como a Micron e a Sandisk, lideraram a recuperação, com os investidores a antecipar os resultados da Nvidia.

3. Alibaba e Samsung continuam a pesar na Ásia A bolsa da Coreia do Sul foi a mais penalizada da região, com o Kospi a cair 1,24%. A Alibaba anunciou uma colocação de ações de perto de 80 mil milhões de dólares de Hong Kong (cerca de 10,2 mil milhões de dólares) para financiar infraestrutura de inteligência artificial, o que diluiu os atuais acionistas e alimentou a venda generalizada em tecnológicas asiáticas. Em paralelo, a Samsung Electronics desapontou o mercado com um retorno aos acionistas abaixo do esperado. Hong Kong fechou quase estável e o Nikkei japonês foi das poucas praças da região a subir.

4. Europa fecha mista, com os juros a caírem em toda a região As bolsas europeias fecharam sem direção comum pelo segundo dia seguido: a Alemanha (DAX) e Itália (FTSE MIB) lideraram os ganhos, enquanto a França (CAC 40) e a Espanha (Ibex) fecharam no vermelho. A queda do preço do petróleo e dos juros da dívida ajudou a travar perdas maiores. O mercado também interpretou as novas sanções dos EUA ao Irão como "menos severas do que se temia", o que aliviou receios sobre novas disrupções no fornecimento global de energia.

5. Bitcoin acima dos 80 mil dólares pela primeira vez em três meses O bitcoin ultrapassou a fasquia dos 80.000 dólares, um nível que não via há três meses. O movimento surge depois de uma intervenção do Tesouro dos EUA no mercado obrigacionista ter reacendido receios sobre a desvalorização do dólar, o que levou parte dos investidores a procurar refúgio em ativos alternativos, como criptomoedas e ouro.

6. Petróleo e juros caem à espera de Jackson Hole O petróleo (WTI) recuou cerca de 3,5%, para perto dos 82 dólares, e os juros da dívida americana desceram em toda a curva, com a yield a 10 anos a fechar perto de 4,65%. O foco dos investidores está agora na conferência de Jackson Hole, onde Kevin Warsh discursa pela primeira vez como presidente da Reserva Federal, já esta sexta-feira. Antes disso, sai já quarta-feira a leitura de inflação PCE, o indicador preferido da Fed.

7. Dia carregado de resultados e movimentos em cotadas A Intuit e a Zoom apresentam resultados esta terça-feira à noite, tal como a Dick's Sporting Goods. Entre as ações em destaque: a UnitedHealth e a Visa (que atingiu um máximo histórico) subiram, tal como a Target, que tocou um máximo de 52 semanas com as vendas de artigos de Halloween. A Nike aposta numa parceria com o anime "One Piece" para travar uma quebra de 12% nas vendas digitais, e a PepsiCo lida com uma queda de 4% no volume de bebidas vendidas.

8. Confiança do consumidor nos EUA cai para mínimo de sete meses O índice de confiança do consumidor recuou para 89,4 em agosto, depois de 90,2 em julho. As vendas de casas novas caíram 10,5% em julho. Em contraste, membros mais "hawkish" da Fed, como Susan Collins (Boston), mantiveram um discurso de cautela com a inflação, sinal de que a política monetária continua dividida dentro do banco central.

Fecho dos principais índices (25 de agosto)

Índice Fecho Variação
S&P 500 (EUA) 7.677,28 +0,32%
Dow Jones (EUA) 53.577,40 +0,30%
Nasdaq Composite (EUA) 26.151,30 +0,66%
DAX (Alemanha) 26.285,05 +0,68%
FTSE 100 (Reino Unido) 10.886,17 +0,29%
CAC 40 (França) 8.439,20 -0,16%
Nikkei 225 (Japão) ~65.729 +0,31%
Hang Seng (Hong Kong) ~25.500 -0,28%
Kospi (Coreia do Sul) 6.700 -1,24%

O que fica no radar

Amanhã, quarta-feira, é o dia mais aguardado da semana: a Nvidia reporta resultados depois do fecho de Wall Street, e o mercado vai medir se a empresa consegue travar a sequência negativa. No mesmo dia sai a leitura de inflação PCE nos EUA, o indicador que a Fed mais usa para calibrar decisões de juros. Na sexta-feira, todos os olhos vão para o discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole, o primeiro como presidente da Fed. Continua também a acompanhar-se a evolução das sanções ao Irão e da tensão comercial entre os EUA e o Canadá, que têm mexido com o petróleo e com o dólar nos últimos dias.

Os valores apresentados referem-se aos fechos de sessão (ou aos últimos preços disponíveis à hora de publicação deste artigo). Este conteúdo tem fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro.

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