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Resumo dos mercados de 29 de julho: Irão faz o petróleo disparar e Wall Street cai antes da Fed

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A 29 de julho de 2026, os mercados caíram depois de um ataque do Irão a forças dos EUA fazer o petróleo disparar acima dos 90 dólares. Wall Street recuou antes da decisão de juros da Fed, o Kospi afundou cerca de 8% e a Europa aguentou-se em ligeira alta.
Foi um dia de nervos nos mercados. Um ataque do Irão a forças americanas fez o petróleo disparar, Wall Street abriu em queda e, por cima disto tudo, a Reserva Federal decide juros ainda hoje. Do lado das empresas, a Microsoft e a Meta apresentam resultados depois do fecho. Aqui fica o resumo do que mexeu, por ordem de importância. 👇
As notícias que mexeram com o mercado
🎯 1. O Irão atacou forças dos EUA e o petróleo saltou. Na noite de terça-feira, o Comando Central americano disse que a Guarda Revolucionária iraniana lançou vários mísseis balísticos contra militares dos EUA no Médio Oriente. Foram intercetados, mas a tensão voltou a subir e Donald Trump avisou que iria responder "com força". Resultado direto: o petróleo disparou. O WTI subiu perto de 7% para cerca de 89,88 dólares por barril e o Brent voltou a passar os 90 dólares. Petróleo caro assusta os mercados porque pressiona a inflação, logo quando os bancos centrais tentam controlá-la.
💸 2. Wall Street em queda antes da Fed. Com o choque do petróleo e a decisão de juros à porta, os índices americanos abriram a sessão em terreno negativo. O Dow Jones chegou a perder cerca de 850 pontos (à volta de -1,6%), o S&P 500 recuou perto de 0,9% e o Nasdaq cerca de 1,1%. É a reação clássica a mais incerteza: os investidores tiram fichas da mesa e esperam para ver.
🏦 3. A Reserva Federal decide juros hoje. A Fed anuncia a decisão às 14h de Nova Iorque (19h em Lisboa). A expectativa do mercado é que mantenha a taxa no intervalo de 3,50% a 3,75%, sem mexer. O que interessa mais do que a decisão em si é o tom: com o petróleo a subir e a inflação a puxar, os investidores vão ler cada palavra de Jerome Powell à procura de pistas sobre os próximos meses.
🧠 4. Microsoft e Meta abrem os resultados das grandes tecnológicas. Depois do fecho de hoje, duas das maiores empresas do mundo reportam contas. Para a Microsoft, o consenso aponta para cerca de 87,6 mil milhões de dólares de receita. Para a Meta, à volta de 60,2 mil milhões. É o primeiro grande teste da temporada às gigantes da inteligência artificial: o mercado quer perceber se os milhares de milhões gastos em IA já se traduzem em lucro. As duas dão o tom para a Apple e a Amazon, que reportam a seguir.
📉 5. A Coreia do Sul teve o dia mais violento da Ásia. O índice sul-coreano Kospi afundou cerca de 8% e fechou nos 5.531,56 pontos. Foi uma combinação difícil: receios sobre o ritmo de investimento em IA, peso pesado dos fabricantes de semicondutores e ainda um sismo forte que abalou a região japonesa de Kyushu no dia anterior. Quando o medo aperta, os setores mais sensíveis ao ciclo, como os chips, costumam ser os primeiros a apanhar.
🌍 6. A Europa aguentou-se melhor. Ao contrário dos EUA e da Coreia, as bolsas europeias fecharam em ligeira alta. O STOXX 600 subiu cerca de 0,2% para 645,6 pontos, puxado precisamente pelas mineiras e pelas energéticas, que beneficiam de matérias-primas mais caras. Foi o outro lado da mesma moeda: o que fez mal a uns setores, fez bem a outros.
📦 7. Na Ásia, o quadro foi misto. Nem tudo caiu. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 1,7% para 25.738,42. Já Tóquio recuou: o Nikkei 225 perdeu 1,7% e fechou nos 61.290,70 pontos, com o sismo de Kyushu a pesar no sentimento. Na China continental, o Shanghai Composite cedeu 0,5% para 3.793,11. Regiões diferentes, reações diferentes ao mesmo choque geopolítico.
🎯 8. A queda do Dow foi muito concentrada. Um detalhe importante para não ler o número de forma exagerada: boa parte da queda do Dow veio de duas ações. A Caterpillar e a Goldman Sachs terão explicado cerca de 72% dos pontos perdidos pelo índice. O Dow é ponderado pelo preço das ações, por isso empresas com cotação alta mexem muito com o total. Ou seja, a queda parece maior do que o abalo real no conjunto do mercado.
Fecho dos principais índices
| Índice | Região | Valor | Variação |
|---|---|---|---|
| Dow Jones* | EUA | ~-850 pts | ~-1,6% |
| S&P 500* | EUA | em queda | ~-0,9% |
| Nasdaq* | EUA | em queda | ~-1,1% |
| STOXX 600 | Europa | 645,6 | +0,2% |
| Nikkei 225 | Japão | 61.290,70 | -1,7% |
| Hang Seng | Hong Kong | 25.738,42 | +1,7% |
| Shanghai Comp. | China | 3.793,11 | -0,5% |
| Kospi | Coreia do Sul | 5.531,56 | ~-8% |
*Valores da sessão americana em curso, antes da decisão da Fed e do fecho. Os restantes são fechos de sessão.
O que fica no radar
O resto do dia é o que manda. Primeiro, a decisão da Fed às 19h de Lisboa e a conferência de imprensa de Jerome Powell logo a seguir, que costuma mexer mais com os mercados do que a decisão em si. Depois do fecho americano chegam os resultados da Microsoft e da Meta, o grande teste às contas da inteligência artificial. Amanhã e depois seguem-se a Apple e a Amazon, que fecham a semana das gigantes. Por cima disto tudo continua o dossiê Irão: qualquer novo desenvolvimento no Médio Oriente pode voltar a mexer com o petróleo e, por arrasto, com a inflação e as bolsas. Semana carregada, com muita informação a chegar de uma vez.
Os valores indicados são fechos ou níveis de sessão nas fontes consultadas e podem sofrer revisões. Este é conteúdo informativo, não é aconselhamento financeiro.
Perguntas frequentes
Porque é que as bolsas caíram a 29 de julho de 2026?
Sobretudo por causa de um ataque do Irão a forças dos EUA, que fez o petróleo disparar acima dos 90 dólares, e da incerteza antes da decisão de juros da Reserva Federal.
O que se esperava da decisão de juros da Fed?
O mercado esperava que a Fed mantivesse a taxa no intervalo de 3,50% a 3,75%. O foco esteve no tom de Jerome Powell sobre os próximos meses, com o petróleo a pressionar a inflação.
Que empresas apresentaram resultados nesse dia?
A Microsoft e a Meta reportaram contas depois do fecho, no primeiro grande teste da temporada às gigantes da inteligência artificial. A Apple e a Amazon seguem-se logo a seguir.
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