Notícias do dia
Tesla entrega mais do que nunca e cai 7%. O resumo dos mercados (3 julho 2026)

A bolsa americana esteve fechada esta sexta-feira. Foi feriado nos EUA (Dia da Independência, que este ano calha a um sábado e foi observado a 3 de julho). Por isso, a sessão de referência de Wall Street é a de quinta-feira, 2 de julho. E foi uma sessão de duas caras: o Dow fechou em máximo histórico, enquanto a tecnologia levou uma tareia.
Na Europa e na Ásia, onde se negociou normalmente hoje, o tom foi de otimismo e novos recordes.
Aqui ficam as notícias que mexeram com os mercados, por ordem de importância. 👇
1. 🚗 A Tesla entregou mais do que nunca… e a ação caiu 7%
Foi a notícia corporativa do dia. A Tesla entregou 480.126 carros no segundo trimestre, mais 25% do que no ano passado e cerca de 74 mil acima do que os analistas esperavam. É o melhor segundo trimestre de sempre da empresa e o primeiro trimestre a crescer face ao ano anterior depois de duas quedas seguidas.
Recorde de entregas, portanto. E a ação a cair 7,49%, o pior dia em quase um ano.
Parece contraditório, mas não é. O mercado já contava com um bom número, e quando a boa notícia sai e já estava toda descontada, os ganhos foram feitos antes. É o clássico "compra no rumor, vende na notícia". Somam-se dúvidas sobre quanto é que os preços altos dos combustíveis ajudaram as vendas e o fim de alguns ventos favoráveis. Resultado: entregas a bater recordes, cotação a descer.
🧠 Fica a ideia de que resultados fortes e ação a subir nem sempre andam de mãos dadas. O que conta é a surpresa face às expectativas, não o número em si.
2. 🇺🇸 O relatório de emprego travou o medo de mais juros
O outro grande tema veio da economia. Os EUA criaram apenas 57 mil postos de trabalho em junho, bem abaixo dos cerca de 115 mil que os analistas esperavam. Os dados de abril e maio também foram revistos em baixa. A taxa de desemprego ficou nos 4,2%.
Emprego mais fraco costuma ser má notícia. Aqui foi lido ao contrário: um mercado de trabalho a arrefecer tira pressão à Reserva Federal para subir juros e reforça a ideia de que os cortes podem chegar mais cedo. Foi esse alívio que empurrou o Dow para o recorde.
3. 📉 Dow em máximo, tecnológicas a cair: o dia das duas caras
Com o alívio nos juros, o Dow Jones subiu 1,14% (quase 595 pontos) para um fecho recorde de 52.900 pontos. Já o S&P 500 ficou praticamente na mesma e o Nasdaq recuou 0,80%.
A diferença explica-se pelos chips. As fabricantes de semicondutores voltaram a ser castigadas, com os investidores a reavaliarem os preços altíssimos ligados ao tema da inteligência artificial. A Micron caiu cerca de 7%, a Applied Materials 7,4% e a AMD 4,3%.
O Dow tem menos tecnológicas e mais empresas "clássicas", por isso aproveitou o alívio dos juros. O Nasdaq, cheio de tecnologia, sentiu a queda dos chips. Mesmo assim, na semana toda, os três principais índices fecharam em alta.
4. 🇪🇺 Europa em máximos
Do lado de cá do Atlântico, a sessão de hoje foi de festa. O STOXX 600, que junta as 600 maiores cotadas europeias, subiu 1,4% para um recorde nos 648 pontos. O Euro STOXX 50 ganhou 1,2%, para 6.355 pontos.
O que puxou por isto foi um cenário macro mais animador para as empresas europeias, com os investidores a apostarem num ambiente de juros e crescimento mais favorável ao continente.
5. 🌏 Ásia fecha a semana em alta
Na Ásia, também hoje, verde no ecrã. O japonês Nikkei 225 subiu 1,47% e o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 1,28%. Em Seul, o Kospi recuperou parte das perdas da véspera e avançou mais de 1%, para perto dos 7.760 pontos, com os investidores a voltarem a comprar as pesos-pesados dos semicondutores.
O tom asiático seguiu o alívio vindo de Wall Street na véspera, com a ideia de juros mais baixos a dar gás às bolsas da região.
Os fechos do dia
| Índice | Região | Fecho | Variação |
|---|---|---|---|
| Dow Jones | EUA (2 jul) | 52.900,07 | +1,14% |
| S&P 500 | EUA (2 jul) | ~ inalterado | ≈ 0% |
| Nasdaq Composite | EUA (2 jul) | 25.832,67 | −0,80% |
| STOXX 600 | Europa (3 jul) | 648 | +1,4% |
| Euro STOXX 50 | Europa (3 jul) | 6.355 | +1,2% |
| Nikkei 225 | Japão (3 jul) | — | +1,47% |
| Hang Seng | Hong Kong (3 jul) | — | +1,28% |
| Kospi | Coreia do Sul (3 jul) | ~7.760 | +1% |
O que fica no radar
Wall Street reabre na segunda-feira, 6 de julho, depois do fim de semana prolongado. A partir daí, os olhos viram-se para o arranque da época de resultados do segundo trimestre, que começa a ganhar volume a meio de julho com os grandes bancos americanos a abrir as hostilidades.
No radar macro ficam também os próximos sinais da Reserva Federal sobre a trajetória dos juros, depois de um relatório de emprego que reacendeu a conversa sobre cortes. E, claro, a pergunta que fica de quinta-feira: se os chips e o tema da inteligência artificial conseguem recuperar o fôlego ou se a correção tem mais para dar.
Nota: os valores acima são fechos de sessão (Wall Street a 2 de julho; Europa e Ásia a 3 de julho) e podem variar ligeiramente conforme a fonte. Isto é conteúdo informativo, não é aconselhamento financeiro.
Recebe os melhores artigos sobre dinheiro.
Sem spam. Só conteúdo útil, no contexto português. Cancelas quando quiseres.
Não percas o próximo artigo
Ativa as notificações e avisamos-te assim que publicarmos algo novo. Sem email, sem spam.
Mais sobre Notícias do dia
%3Amax_bytes(150000)%3Astrip_icc()%2FGettyImages-2270890717-5adcfc331af948bbb53c1980a3f3063b.jpg&w=3840&q=75)
Notícias do dia
Bolsa a 2 de julho: Dow em máximo histórico, chips a cair e Tesla a travar
A última sessão antes do feriado nos EUA foi de rotação: o Dow bateu recorde enquanto os chips e a IA levaram porrada. A Ásia acordou em queda e a Tesla caiu 7% mesmo depois de bater as entregas. O resumo do dia.
_(8763131375).jpg&w=3840&q=75)
Notícias do dia
Resumo dos mercados, 2 de julho de 2026: Dow em máximo histórico, Tesla cai apesar das entregas recorde
Um dado de emprego fraco animou Wall Street: o Dow fechou em máximo histórico com os investidores a apostarem em cortes de juros. Ao mesmo tempo, a Tesla bateu recorde de entregas e mesmo assim caiu quase 8%. O resumo do dia, sem complicar.

Notícias do dia
Resumo dos mercados, 1 de julho de 2026: Meta dispara na nuvem e os chips travam Wall Street
Primeiro dia do terceiro trimestre. A Meta salta quase 9% ao anunciar um negócio de nuvem de IA, os semicondutores travam Wall Street e a Europa fecha em máximos com a inflação a arrefecer. O resumo do dia, sem complicar.