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Volkswagen sobe cerca de 6% após aprovar corte adicional de 50 mil postos de trabalho no plano "Future Plan 2030"
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A Volkswagen aprovou o "Future Plan 2030", que adiciona 50 mil cortes de postos de trabalho aos 50 mil já acordados, num total de 100 mil. O plano fixa uma margem operacional de 9% até 2030 e reduz a gama de modelos em metade até 2035. As ações subiram cerca de 6% na sexta-feira.
As ações da Volkswagen subiram cerca de 6% na sessão desta sexta-feira, 4 de setembro, atingindo o valor mais elevado em onze semanas, depois de o conselho de supervisão do grupo ter aprovado por unanimidade um plano de reestruturação que prevê a eliminação de mais 50 mil postos de trabalho a nível global. Com esta decisão, o total de cortes no grupo passa para 100 mil, segundo comunicado da empresa citado pela Reuters e pela CNBC.
O programa, denominado "Future Plan 2030", foi aprovado na quinta-feira e é descrito pela Volkswagen como a transformação estratégica mais profunda dos seus 89 anos de história. O plano assenta em 12 iniciativas e estabelece como objetivo uma margem operacional de 9% até 2030, além de uma redução de cerca de 50% na gama de modelos até 2035. A empresa indicou ainda que vai investir 135 mil milhões de euros entre 2027 e 2031.
De acordo com o comunicado, os novos cortes abrangem também cargos de gestão e serão acompanhados por uma hierarquia mais plana. A Volkswagen reconheceu que a sua capacidade de produção na Europa excede a procura em mais de 500 mil unidades e admitiu não poder garantir um papel produtivo viável para as fábricas de Emden, Zwickau, Hanôver e Neckarsulm, à medida que os atuais programas de produção terminam entre 2031 e 2034. Utilizações alternativas para estas unidades estão a ser avaliadas.
A reestruturação surge num contexto de pressão sobre as contas do grupo. Segundo a Reuters, a margem operacional caiu para 3,8% no primeiro semestre deste ano, face a um máximo de 7,9% em 2022. Os custos com tarifas atingiram 2,9 mil milhões de euros em 2025, de acordo com a CNBC, e a concorrência dos fabricantes chineses de veículos elétricos tem reduzido a quota do grupo, sobretudo na China, outrora o seu mercado mais rentável.
Os primeiros 50 mil cortes tinham sido acordados com os sindicatos no final de 2024, com horizonte até 2030. Segundo a Reuters, o presidente executivo, Oliver Blume, indicou anteriormente que cerca de metade das novas poupanças terá de vir da Alemanha, o que implica cerca de 25 mil postos nas operações domésticas. A distribuição concreta dos cortes ainda não foi definida e ficará sujeita a negociações com os representantes dos trabalhadores.
Perguntas frequentes
Quantos postos de trabalho vai a Volkswagen eliminar no total?
Cerca de 100 mil: 50 mil acordados com os sindicatos no final de 2024 e mais 50 mil aprovados agora no Future Plan 2030.
Que metas financeiras estabelece o Future Plan 2030?
Uma margem operacional de 9% até 2030, uma redução de cerca de 50% na gama de modelos até 2035 e um investimento de 135 mil milhões de euros entre 2027 e 2031.
Que fábricas alemãs ficam com o futuro por definir?
Emden, Zwickau, Hanôver e Neckarsulm, cujos programas de produção terminam entre 2031 e 2034.
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