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Mercados cortam apostas em subida de juros nos Estados Unidos após inflação abrandar em junho
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Após o IPC dos Estados Unidos abrandar para 3,5% em junho, face a 4,2% em maio, os mercados passaram a atribuir cerca de 15% de probabilidade a uma subida de juros na reunião de 28 e 29 de julho e cerca de 65% em setembro. A taxa diretora situa-se entre 3,50% e 3,75%.
Os mercados financeiros reduziram de forma significativa as apostas numa subida das taxas de juro nos Estados Unidos depois de os dados de inflação de junho terem ficado abaixo do esperado. Segundo a Reuters, os investidores atribuem agora uma probabilidade de cerca de 15% a um agravamento dos custos de financiamento na reunião deste mês e de aproximadamente 65% em setembro.
O Índice de Preços no Consumidor subiu 3,5% nos 12 meses terminados em junho, depois de um avanço de 4,2% em maio. A taxa diretora da Reserva Federal encontra-se atualmente no intervalo entre 3,50% e 3,75%, e a próxima reunião de política monetária está marcada para 28 e 29 de julho.
Responsáveis pedem mais dados
Os principais responsáveis do banco central norte-americano acolheram os números com cautela. O presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, afirmou em audição perante a Comissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes que não pretende selecionar dados favoráveis. "Analisei os dados divulgados esta manhã sobre o IPC, e foram positivos face às expectativas, mas não sou a favor de escolher apenas o que convém; não vou aparecer aqui e dizer 'missão cumprida'", declarou, citado pela Reuters.
Warsh acrescentou que há "muito trabalho por fazer" e que se sentiria mais confiante com dados melhores para informar a decisão, sem esclarecer se esse trabalho implica subir a taxa diretora ou manter o intervalo atual por um período prolongado.
O presidente da Reserva Federal de Chicago, Austan Goolsbee, classificou o relatório como "surpreendentemente benigno" e "encorajador", mas afirmou que se sentiria "bastante melhor" com vários meses de leituras semelhantes. "Estou animado com este IPC, mas precisamos de muito mais do que um mês para pensar que está a correr bem", disse, numa intervenção perante a Kenosha Area Business Alliance, no Wisconsin.
Waller admite resposta a leituras mais quentes
Na segunda-feira, antes da divulgação do IPC, o governador Christopher Waller indicou que retiraria pouco sinal de uma única leitura mais fraca da inflação e que uma nova leitura elevada exigiria uma resposta "de curto prazo" da Reserva Federal.
Com a divulgação do Índice de Preços no Produtor esta quarta-feira, o banco central, analistas e investidores passam a dispor da maior parte dos elementos necessários para estimar a leitura de junho do índice de preços das despesas de consumo pessoal, o indicador utilizado pela instituição para aferir o progresso face ao objetivo de 2%. Esse relatório só será publicado depois da próxima reunião de política monetária.
Perguntas frequentes
Quanto subiu a inflação nos Estados Unidos em junho?
O Índice de Preços no Consumidor subiu 3,5% nos 12 meses terminados em junho, depois de um avanço de 4,2% em maio, ficando abaixo das expectativas do mercado.
Quando é a próxima reunião da Reserva Federal?
A próxima reunião de política monetária está marcada para 28 e 29 de julho de 2026. A taxa diretora encontra-se atualmente no intervalo entre 3,50% e 3,75%.
O que disseram os responsáveis da Reserva Federal sobre os dados?
Kevin Warsh afirmou que há "muito trabalho por fazer" e recusou declarar "missão cumprida". Austan Goolsbee classificou o relatório como "surpreendentemente benigno", mas disse precisar de vários meses de leituras semelhantes.
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