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Certificados de Aforro: quanto rendem em julho de 2026

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Certificados de Aforro: quanto rendem em julho de 2026
Foto de Towfiqu barbhuiya no Unsplash

Resposta rápida

A taxa em vigor em julho de 2026 é 2,356% brutos para novas subscrições da Série F. A partir do 2.º ano adicionam-se prémios de permanência que podem levar a remuneração até 4,25% brutos. O capital é garantido pelo Estado.

Taxa em vigor (julho de 2026): 2,356% brutos para novas subscrições da Série F, segundo o IGCP. É a taxa mais alta desde abril de 2025 e a quarta subida consecutiva do ano. A este valor somam-se os prémios de permanência a partir do 2.º ano.

Este artigo é atualizado com a taxa de cada mês. Última atualização: julho de 2026.


Os Certificados de Aforro são o produto de poupança mais popular de Portugal: mais de 42 mil milhões de euros de aforro das famílias estão lá guardados, e o valor continua a crescer todos os meses. E, no entanto, continuam rodeados de dúvidas: quanto rendem mesmo, quando se pode levantar, e vale a pena face aos depósitos?

Este é o guia completo, com a taxa atual e as respostas todas. 👇

O que são (em 30 segundos)

Os Certificados de Aforro são dívida pública: emprestas dinheiro diretamente ao Estado português e ele paga-te juros. O capital é garantido pelo Estado, sem limite de fundo de garantia, o risco é o risco soberano de Portugal, dos mais baixos ao dispor de um aforrador nacional.

Atualmente só é possível subscrever a Série F: mínimo de 100€ na subscrição inicial, reforços a partir de 10€, prazo máximo de 15 anos e possibilidade de resgate a partir dos 3 meses. Os juros são capitalizados trimestralmente, com retenção de IRS à taxa liberatória de 28%.

Como se calcula a taxa (e porque está a subir)

A taxa base da Série F é definida todos os meses pelo IGCP com base na média da Euribor a 3 meses, com duas travas: nunca abaixo de 0% nem acima de 2,5%.

É por isso que a taxa anda a subir: a Euribor a 3 meses tem vindo a acelerar com as subidas de juros do BCE, e os Certificados vão atrás. Em julho de 2026, a taxa para novas subscrições fixou-se em 2,356%, a quarta subida consecutiva. Se a Euribor continuar neste caminho, a taxa pode encostar ao teto dos 2,5% nos próximos meses.

Os prémios de permanência: o segredo escondido

A taxa base é só o começo. A partir do 2.º ano, o Estado paga um bónus por manteres o dinheiro, que acresce à taxa base em cada momento:

Anos de detenção Prémio de permanência
2.º ao 5.º ano +0,25 pontos
6.º ao 9.º ano +0,50 pontos
10.º ao 12.º ano +1,00 ponto
13.º ao 15.º ano +1,75 pontos

Um exemplo real: quem subscreveu em julho de 2025 entra agora no 2.º ano e passa a receber 2,356% + 0,25% = 2,606% brutos no próximo trimestre. No melhor cenário possível (taxa base no teto de 2,5% + prémio máximo de 1,75%), a Série F pode chegar aos 4,25% brutos. Os Certificados recompensam, por desenho, quem fica.

Onde e como subscrever

Podes subscrever nos balcões dos CTT, nos Espaços Cidadão, online através do AforroNet (o portal do IGCP) e, mais recentemente, também pelos canais digitais do Banco BiG. O limite por aforrador na Série F é de 250.000 unidades (250.000€), depois de o Governo o ter subido de 100 mil em abril de 2026. Quem acumula Séries E e F tem um teto conjunto de 500 mil.

Um aviso prático: desde outubro de 2025 que o IGCP exige a atualização dos dados dos aforristas. Se tens certificados antigos e recebeste avisos, trata disso, contas com dados desatualizados podem ficar bloqueadas.

Certificados vs. depósitos a prazo: quem ganha?

A comparação honesta, com os números de hoje:

→ A taxa média dos novos depósitos até 1 ano ronda 1,44%. Os Certificados, a 2,356% (e a subir com a permanência), batem-na confortavelmente. → Os melhores depósitos promocionais chegam perto de 3% brutos, acima da taxa base dos Certificados. Mas normalmente exigem ser novo cliente, têm montantes e prazos fechados, e a taxa acaba quando o depósito vence. Os Certificados não têm condições de acesso, têm liquidez a partir dos 3 meses e a remuneração cresce com o tempo. → Nos depósitos, a garantia é do Fundo de Garantia de Depósitos até 100.000€ por titular e banco. Nos Certificados, é o Estado a garantir a totalidade, até ao limite de subscrição.

Em resumo: para dinheiro que queres seguro, líquido e sem complicações, sobretudo um fundo de emergência, os Certificados são muito difíceis de bater. Para maximizar taxa num prazo fechado, um bom depósito promocional pode pagar mais durante esse período.

E a dose de honestidade do costume: com a inflação a rondar os 3%, os 2,356% brutos (cerca de 1,70% líquidos) não chegam para manter o poder de compra. Os Certificados servem para guardar dinheiro com segurança máxima, não para o multiplicar. Para bater a inflação a longo prazo, a conversa é outra e envolve risco.

Os 3 erros a evitar

1. Resgatar a Série E para subscrever a F. Se tens certificados da Série E (vendida até junho de 2023), não os toques sem fazer contas. A fórmula da E é mais generosa: Euribor a 3 meses mais 1 ponto percentual, com teto de 3,5%, além dos prémios. Há aforradores da Série E a receber mais de 4,3% neste momento. Trocar E por F é, na maioria dos casos, trocar o melhor pelo pior.

2. Resgatar antes dos 3 meses ou à pressa. Antes de completar 3 meses, não podes resgatar de todo. E como os juros vencem trimestralmente, resgatar a meio de um trimestre implica perder os juros desse período em curso. Se precisares do dinheiro, tenta alinhar o resgate com o fim do trimestre de juros.

3. Ficar à espera "da taxa máxima" para subscrever. A taxa aplicada a cada subscrição vai sendo atualizada mensalmente ao longo da vida do certificado, não ficas preso à taxa do mês em que entras. Adiar a subscrição à espera do teto de 2,5% só significa meses de juros perdidos.

O essencial

Os Certificados de Aforro pagam hoje 2,356% brutos, com o Estado a garantir o capital, liquidez a partir dos 3 meses e prémios que podem levar a remuneração até 4,25% para quem fica. Não te vão tornar rico, mas para a parte da tua poupança que não pode falhar, continuam a ser a referência em Portugal. E com a Euribor a subir, cada mês que passa tem trazido uma taxa um pouco melhor.

Fontes: IGCP, Taxas de juro dos Certificados de Aforro em julho de 2026 · IGCP, Ficha Técnica da Série F · Doutor Finanças · Contas Poupança

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⚠️ Este artigo é informativo e reflete a taxa e as condições em vigor em julho de 2026, atualizadas mensalmente pelo IGCP. As condições completas constam da Ficha Técnica oficial da Série F. Não constitui recomendação de subscrição nem aconselhamento financeiro personalizado. Confirma sempre as condições atuais no site do IGCP antes de decidir.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre os prémios de permanência e a taxa base?

A taxa base (2,356% em julho de 2026) é o juro que todos ganham desde o primeiro mês. Os prémios de permanência são um bónus adicional que o Estado paga a partir do 2.º ano, incrementando entre 0,25% e 1,75% conforme o tempo de detenção. Juntos, podem atingir até 4,25% brutos no melhor cenário.

Vale mais a pena um Certificado de Aforro ou um depósito a prazo?

Os Certificados (2,356% atualmente) batem a média dos depósitos (1,44%) e oferecem liquidez a partir de 3 meses. Depósitos promocionais podem pagar até 3%, mas têm prazos fechados e exigem ser novo cliente. Para dinheiro seguro e sem complicações, os Certificados são mais vantajosos. Para maximizar taxa num prazo fixo, um bom depósito pode pagar mais.

Posso resgatar um Certificado de Aforro quando quiser?

Podes resgatar a partir dos 3 meses de subscrição. Se resgatares antes dos 3 meses, não recebes os juros. Também tens de evitar resgates a meio de um trimestre, pois perdes os juros do período em curso. O ideal é alinhar o resgate com o fim de um trimestre.

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