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Meta soma cerca de 250 mil milhões de dólares em capitalização em julho com viragem na leitura dos planos de IA
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As ações da Meta Platforms sobem 17% em julho, a terceira melhor prestação do S&P 500, somando cerca de 250 mil milhões de dólares em capitalização bolsista. A subida seguiu-se a notícias sobre planos de computação em nuvem, à possibilidade de alugar infraestrutura de IA a terceiros e ao lançamento de um nível pago para programadores no modelo Muse Spark 1.1.
As ações da Meta Platforms acumulam uma valorização de 17% em julho, o que representa a terceira melhor prestação do índice S&P 500 no período e acrescenta cerca de 250 mil milhões de dólares à capitalização bolsista da empresa, segundo a Bloomberg News. O título segue em rota para o melhor mês desde maio de 2025.
A evolução contrasta com a de junho, quando as ações recuaram 11%, colocando o desempenho da empresa entre os piores do S&P 500. No acumulado do ano, o título está praticamente inalterado, depois de ter perdido 15% no primeiro semestre.
De acordo com a Bloomberg, a subida teve início a 1 de julho, quando a agência noticiou que a Meta estava a desenvolver planos para um negócio de computação em nuvem, o que levou as ações a valorizarem 8,8% nessa sessão. Na semana passada, o presidente executivo, Mark Zuckerberg, afirmou que a empresa pondera alugar parte da sua infraestrutura de inteligência artificial a terceiros, face à procura por capacidade de computação. A Meta apresentou também uma nova versão do seu modelo de IA, o Muse Spark 1.1, que inclui um nível pago para programadores — a primeira vez que a empresa cobra às empresas o acesso aos seus modelos.
A queda anterior tinha deixado a avaliação em mínimos históricos. As ações negoceiam a cerca de 16 vezes os lucros estimados para os próximos 12 meses, face a uma média de mais de 20 vezes na última década, o múltiplo mais baixo entre as sete maiores tecnológicas norte-americanas. No final de junho, o rácio chegou a cair para perto de 13 vezes.
O gatilho para a última descida foi a apresentação de resultados de 29 de abril, quando a empresa reviu em alta as previsões de investimento para 2026, invocando custos adicionais com centros de dados e preços mais elevados de componentes. No dia seguinte, colocou 25 mil milhões de dólares em obrigações para financiar parte do investimento em IA.
A empresa não abrandou o investimento: esta semana comprometeu mais 40 mil milhões de dólares para um campus de centros de dados no Luisiana, elevando o total previsto para o local acima dos 250 mil milhões de dólares. Dos 79 analistas seguidos pela Bloomberg, 73 atribuem recomendação equivalente a compra, com um preço-alvo médio próximo dos 816 dólares.
A Meta divulga os resultados do segundo trimestre no final de julho. O consenso aponta para um crescimento de 27% nas receitas e um lucro por ação praticamente estável face ao período homólogo.
Perguntas frequentes
O que desencadeou a subida das ações da Meta em julho?
Segundo a Bloomberg, a subida começou a 1 de julho, quando foi noticiado que a Meta desenvolvia planos para um negócio de computação em nuvem. As ações valorizaram 8,8% nessa sessão.
A que múltiplo negoceiam as ações da Meta?
Cerca de 16 vezes os lucros estimados para os próximos 12 meses, face a uma média de mais de 20 vezes na última década. É o múltiplo mais baixo entre as sete maiores tecnológicas norte-americanas.
Quando apresenta a Meta os resultados trimestrais?
No final de julho. O consenso aponta para um crescimento de 27% nas receitas e um lucro por ação praticamente estável em termos homólogos.
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