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Subida do petróleo reabre dúvidas sobre a reunião do BCE de 22 de julho
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A subida dos preços do petróleo, com o Brent acima dos 85 dólares por barril devido às hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão no estreito de Ormuz, levou os investidores a reavaliar as expectativas para a reunião do BCE de 22 de julho. O mercado atribui cerca de 20% de probabilidade a uma subida de taxas nessa data.
A escalada dos preços do petróleo levou os investidores a reavaliar as expectativas para a reunião de política monetária do Banco Central Europeu, marcada para 22 de julho, depois de uma subida do crude ter reintroduzido dúvidas sobre a manutenção das taxas de juro.
De acordo com a CNBC, os preços da energia subiram esta semana na sequência de vários dias consecutivos de hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão em torno do controlo do estreito de Ormuz, uma rota crítica para o transporte marítimo de petróleo. Os futuros de setembro do Brent, referência internacional, negociaram acima dos 85 dólares por barril, reacendendo receios quanto à oferta.
A alteração de cenário contrasta com o mês anterior, quando a descida das cotações do petróleo tinha levado os investidores a afastar praticamente a hipótese de um aumento de taxas na reunião da próxima semana. O mercado continua a atribuir uma probabilidade de cerca de 20% a uma subida a 22 de julho, mas as expectativas para os meses seguintes endureceram: os investidores antecipam mais dois aumentos de 25 pontos base até à próxima primavera, o que colocaria a taxa de depósito do BCE em 2,75%.
O presidente do Bundesbank e membro do Conselho do BCE, Joachim Nagel, afirmou que "o recomeço do conflito militar no Médio Oriente e a nova subida dos preços do petróleo sublinham que a situação continua extremamente volátil e que a incerteza é igualmente elevada". Segundo o responsável, "continua a ser aconselhável reagir com cautela, mas atuar de forma decidida se necessário", acrescentando que a política monetária "manterá a sua postura vigilante".
O preço do petróleo constitui um fator relevante para o BCE porque alimenta diretamente a inflação global e pode transmitir-se aos preços no consumidor, ao mesmo tempo que penaliza a atividade económica da zona euro, importadora líquida de energia. A decisão será conhecida a 22 de julho.
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