Notícias do dia
Waller admite manter juros da Fed em setembro e mercado reduz apostas numa subida
Resposta rápida
Christopher Waller, governador da Fed, disse a 3 de setembro de 2026 que apoiará a manutenção dos juros na reunião de 15 e 16 de setembro se os próximos dados confirmarem a desinflação. Segundo o CME FedWatch, a probabilidade de subida caiu para cerca de 48%, e o juro a 10 anos recuou para perto de 4,75%.
Christopher Waller, governador da Reserva Federal dos EUA, afirmou esta quinta-feira que está inclinado a apoiar a manutenção da taxa de juro de referência na reunião de 15 e 16 de setembro, desde que os dados de inflação a divulgar nas próximas duas semanas confirmem a tendência recente de desaceleração. As declarações foram feitas numa entrevista à Reuters e citadas pela CNBC.
Segundo Waller, se a evolução recente dos preços se mantiver nos dados que serão conhecidos até à reunião, estará disposto a votar pela manutenção do intervalo atual da taxa dos fundos federais. O governador reconheceu que a inflação continua "significativamente acima" do objetivo de 2% da Fed, mas notou que os dados mais recentes sugerem sinais de desinflação. Acrescentou que o impacto das tarifas sobre os preços parece ter sido contido e que a subida dos custos da energia não se tem transmitido de forma substancial ao resto da economia. Waller deixou, no entanto, a porta aberta a uma subida de juros caso a inflação surpreenda em alta.
As declarações contrastam com o tom mais restritivo adotado pelo presidente da Fed, Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole, a 28 de agosto, quando alertou para a possibilidade de subidas de juros.
O mercado reagiu de imediato. De acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group, citada pelo TheStreet, a probabilidade implícita de uma subida de juros em setembro caiu para cerca de 48%, uma descida de aproximadamente 15 pontos percentuais face a quarta-feira. O juro das Treasuries a 10 anos recuou para perto de 4,75%, depois de na véspera ter atingido o nível mais elevado desde novembro de 2023.
As principais bolsas norte-americanas abriram em alta, com o S&P 500, o Dow Jones e o Nasdaq a avançarem mais de 1% a meio da sessão, segundo o TheStreet, num contexto em que o petróleo continua pressionado pela escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irão.
Os próximos dados de inflação, incluindo o índice de preços no consumidor de agosto, serão determinantes para a decisão da Fed, que também terá em conta o relatório de emprego de agosto, a divulgar na sexta-feira.
Perguntas frequentes
Quando é a próxima reunião da Fed?
A reunião de política monetária realiza-se a 15 e 16 de setembro de 2026.
O que disse Waller sobre a inflação?
Reconheceu que está significativamente acima dos 2%, mas apontou sinais de desinflação e um impacto contido das tarifas e dos preços da energia.
Recebe os melhores artigos sobre dinheiro.
Sem spam. Só conteúdo útil, no contexto português. Cancelas quando quiseres.
Não percas o próximo artigo
Ativa as notificações e avisamos-te assim que publicarmos algo novo. Sem email, sem spam.
Mais sobre Notícias do dia
Notícias do dia
Setor dos serviços nos EUA acelera em agosto para 55,4 pontos, mas preços atingem máximo desde 2022
O PMI dos serviços do ISM subiu para 55,4 pontos em agosto, com novas encomendas em máximos desde 2023, mas o índice de preços atingiu 72,6 pontos, o valor mais alto desde 2022.
Notícias do dia
Nvidia confirma compra da Hugging Face por cerca de 13 mil milhões de dólares
A Nvidia confirmou a aquisição da plataforma de IA Hugging Face por cerca de 13 mil milhões de dólares, com fecho previsto para o primeiro semestre de 2027.
Notícias do dia
Trump assina lei que evita paralisação do Governo dos EUA e prolonga financiamento até 11 de dezembro
A lei de financiamento provisório, aprovada por 370 votos a favor na Câmara dos Representantes, mantém a administração federal em funcionamento além de 1 de outubro.