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Cantor Fitzgerald e Securitize acordam levar IPO e aumentos de capital para blockchain
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A Cantor Fitzgerald e a Securitize anunciaram a 15 de julho de 2026 um acordo para permitir que empresas cotadas realizem IPO e ofertas subsequentes com títulos tokenizados. A Cantor entra com as capacidades de mercado de capitais e a Securitize com a infraestrutura de tokenização, mantendo o enquadramento regulatório das ofertas públicas.
A Cantor Fitzgerald e a Securitize anunciaram esta quarta-feira um acordo para permitir que empresas cotadas realizem ofertas públicas iniciais (IPO) e ofertas subsequentes com recurso à tokenização e à tecnologia blockchain.
Nos termos do acordo, a Cantor contribui com as suas capacidades de mercado de capitais acionista e de negociação, enquanto a Securitize fornece a infraestrutura de tokenização usada para emitir, distribuir e gerir os títulos tokenizados, segundo o comunicado das duas empresas. A parceria visa desenvolver um enquadramento para emissões primárias que permita às empresas captar capital através de títulos tokenizados, mantendo-se dentro do quadro regulatório já existente para ofertas públicas.
De acordo com um porta-voz da Securitize citado pela CoinDesk, a colaboração distingue-se de iniciativas anteriores por não se centrar em fundos tokenizados nem em negociação secundária, mas por estender a infraestrutura blockchain diretamente ao processo de emissão. O modelo seguido é patrocinado pelo emitente, com o token a representar o título efetivo, e não um invólucro, veículo de propósito especial ou exposição sintética.
Carlos Domingo, cofundador e presidente executivo da Securitize, afirmou que as empresas cotadas não deveriam ter de escolher entre o acesso aos mercados de capitais tradicionais e os benefícios da tecnologia blockchain na emissão, distribuição e gestão de títulos. Pascal Bandelier, co-presidente executivo e responsável global de ações da Cantor, indicou que a parceria permite associar o rigor dos mercados de capitais tradicionais à liquidação e distribuição em blockchain.
A Securitize estreou-se na Bolsa de Nova Iorque no início de julho, sob o símbolo SECZ, após uma fusão com a Cantor Equity Partners II, uma sociedade de aquisição de propósito específico (SPAC). A operação permitiu captar 400 milhões de dólares e avaliou a empresa em 1,25 mil milhões de dólares, segundo a Fortune. No mesmo dia da estreia, a empresa tokenizou o próprio capital nas redes Solana e Avalanche.
O anúncio surge na mesma semana em que a DTCC processou as primeiras transações reais com títulos tokenizados, com participação de instituições como a JPMorgan, a Goldman Sachs, a BlackRock e a Vanguard.
Perguntas frequentes
O que muda nesta parceria face a outras iniciativas de tokenização?
Segundo a Securitize, a colaboração não se centra em fundos tokenizados nem em negociação secundária, mas estende a infraestrutura blockchain ao próprio processo de emissão, em IPO e ofertas subsequentes, com o token a representar o título efetivo.
O que é a Securitize?
É uma corretora especializada em tokenização de títulos, cotada na Bolsa de Nova Iorque sob o símbolo SECZ desde o início de julho de 2026. Estreou-se após uma fusão com a SPAC Cantor Equity Partners II, que permitiu captar 400 milhões de dólares.
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