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Juro do Tesouro norte-americano a 30 anos atinge máximo desde 2007 após decisão da Reserva Federal

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Juro do Tesouro norte-americano a 30 anos atinge máximo desde 2007 após decisão da Reserva Federal
Foto de Giorgio Trovato no Unsplash

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O rendimento das obrigações do Tesouro norte-americano a 30 anos subiu para 5,201% em 29 de julho, o nível mais alto desde 2007, após a Reserva Federal manter a taxa diretora entre 3,5% e 3,75%. O movimento reflete receios de inflação ligados à subida dos preços da energia.

O rendimento das obrigações do Tesouro norte-americano a 30 anos subiu na terça-feira, 29 de julho, para o nível mais elevado desde 2007, num movimento de venda que se intensificou após a Reserva Federal ter mantido as taxas de juro inalteradas. Segundo os dados de mercado, a taxa da dívida a 30 anos avançou cerca de 10,5 pontos base, para 5,201%, tendo tocado um máximo de 5,244%. O rendimento das obrigações a 10 anos, referência do mercado, subiu quase 7 pontos base, para 4,671%.

A Reserva Federal manteve a taxa diretora no intervalo entre 3,5% e 3,75%, uma decisão que, de acordo com o banco central, não foi consensual: três membros do comité votaram a favor de uma subida de um quarto de ponto percentual. Após o anúncio, os contratos de swap sobre taxas de juro passaram a refletir uma probabilidade próxima de 60% de um aumento dos custos de financiamento em setembro.

O agravamento das taxas de longo prazo foi associado a receios de pressão inflacionista com origem no mercado de energia. Os preços do petróleo subiram na quarta-feira anterior, depois de o presidente Donald Trump ter afirmado, numa entrevista à Fox News, que os Estados Unidos iriam responder com força ao Irão na sequência de ataques recentes. O crude West Texas Intermediate fechou a 84,46 dólares por barril, uma subida de 6,6%.

De acordo com analistas citados nas fontes financeiras, os investidores receiam que o encarecimento da energia deixe de ser um episódio inflacionista passageiro. A subida dos rendimentos da dívida pública de longo prazo tende a refletir expectativas de inflação mais elevada e de taxas de juro mais altas por mais tempo, com impacto no custo do financiamento para empresas e famílias.

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